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Chuva atrapalha plano de resgate de vítimas de acidente de helicóptero
Foto: Reprodução

Destroços do helicóptero que estava desaparecido desde 31/12 foram encontrados nesta 6ª feira, em Paraibuna; os quatros ocupantes morreram

As chuvas que atingiram a região de Paraibuna, no interior paulista, atrapalharam os planos de resgate dos corpos das vítimas do acidente de helicóptero que estava desaparecido desde a véspera do Réveillon.

 

Os destroços da aeronave foram encontrados em uma área de mata fechada, formada por eucaliptos, na manhã desta sexta-feira (12/1). De acordo com as autoridades, os corpos do piloto e dos três passageiros também estavam “concentrados” — ou seja, jaziam perto da aeronave.

 

“Todo cenário de acidente aéreo é revestido de muita dor”, diz o major Cesar Augusto Silva, da Polícia Militar (PM).

 

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Foi a Polícia Militar de São Paulo quem localizou o cenário do acidente. Como se trata de uma área de difícil acesso, o plano inicial era recuperar os corpos por aeronaves.

 

Para isso, uma equipe de resgate foi levada, em um helicóptero de apoio, para o local do acidente no fim da manhã. Após a realização de perícia e coleta de materiais que podem ajudar a esclarecer o acidente, os militares tinham a missão de abrir uma clareira para possibilitar o pouso que resgataria as vítimas.

 

A aeronave partiu do Campo de Marte, na capital paulista, em direção a Ilhabela, no litoral norte, na véspera do Ano-Novo. O último registro no radar havia sido por volta de 15h20 do dia 31 de dezembro. Pouco antes de a aeronave desaparecer, Letícia enviou mensagens ao namorado avisando sobre as más condições climáticas. Ela gravou um vídeo em que o helicóptero aparece totalmente coberto por neblina, sem visibilidade.

 

A análise dos celulares havia sido feita pela equipe de aviação da Polícia Civil ao longo dessa quinta-feira (11/1). Segundo o delegado Paulo Sérgio Reis Mello, diretor do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), apenas com tempo favorável, o que ocorreu na quinta, esse trabalho foi possível.

 

“Para fazer uma triangulação e encontrar o local dos celulares, é preciso três antenas [de telefonia móvel]. Lá, tinha só uma, e virada para outro lado”, disse o delegado.

 

Por isso, os policiais precisavam fazer voos na região para identificar as localizações prováveis dos celulares. Eles traçaram um cone, a partir da Rodovia dos Tamoios, na altura do km 54, que seguia por um raio de 12 quilômetros em cada um dos lados.

 

Esse direcionamento foi repassado para o Comando da Aviação da Polícia Militar (PM) na tarde de quinta-feira, e as equipes planejaram uma busca mais minuciosa a partir da manhã desta sexta-feira.

 

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O cone traçado pela Polícia Civil foi dividido em cinco quadrantes. Em cada um deles, os helicópteros das polícias fariam voos específicos, com menor velocidade e altura. No segundo quadrante, por volta das 9h15, os PMs encontraram os corpos. 

 

Fonte: Metrópoles

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