Fenômenos devem afetar os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul ao longo da próxima semana; ambas regiões sofreram com desastres em decorrência das chuvas em janeiro
A reta final do mês de janeiro está sendo marcada por fortes chuvas em todo Brasil, com impactos mais expressivos nas regiões Sul e Sudeste. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de chuva persistente pelos próximos dez dias em São Paulo, Curitiba e Florianópolis.
Em São Paulo, no último fim de semana, quase 550 pessoas ficaram desabrigadas e outras quatro morreram em decorrência dos desastres causados pelos temporais. Já no Rio Grande do Sul, ao menos 25 municípios foram afetados pelas chuvas, cerca de 574 mil pessoas ficaram sem energia elétrica e duas morreram.
Entenda o que são os fenômenos que agravam os temporais nestas regiões.
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Foto: Reprodução
Esse tipo de precipitação também é conhecida como "chuva de relevo". Ela acontece quando a nuvem encontra um obstáculo. Este processo intensifica essas nuvens e proporcionam precipitações. De acordo com o Metsul Meteorologia, esse fenômeno acontece quando a umidade vinda do mar encontra a barreira formada pelo relevo da Serra do Mar e ascende na atmosfera, encontrando uma temperatura mais baixa. Esse processo leva à condensação e à formação da chuva causada pelo relevo.
Ainda de acordo com o portal, as chuvas orográficas são consideradas de alto risco e podem superar as projeções numéricas para o volume previsto.
Na última quarta-feira, o litoral norte do Rio Grande do Sul teve pontos de alagamento após chuvas fortes causadas pelo relevo. Segundo o MetSul Meteorologia, as chuvas orográficas devem continuar por mais tempo, pois o fluxo de umidade partindo do oceano, que as causa, também deve persistir. As regiões mais afetadas serão o norte do litoral gaúcho, além dos litorais de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.
Os vórtices ciclônicos de altos níveis (VCAN) são fenômenos atmosféricos que se alimentam de calor. Eles podem podem durar semanas e cobrir a área de vários estados. Seu centro é uma área de alta pressão que comprime, esquenta e seca o ar. Já as bordas têm baixa pressão, com ventos poderosos e chuvas torrenciais. Esse fenômeno ainda tem aumento de sua frequência e intensidade em anos de El Niño.
A Defesa Civil de Santa Catarina emitiu, nesta quinta-feira, um alerta para chuvas persistentes para região do baixo vale ao litoral norte. A previsão do tempo para a região tem influência direta da umidade vinda do oceano para o continente, além da atuação de um VCAN, que reforça a instabilidade climática.
Uma área de baixa pressão é uma região onde a pressão atmosférica é consideravelmente menor do que nas demais áreas. Conforme esta pressão vai diminuindo, os ventos passam a girar ao redor desse ponto de baixa. Os ventos giram de baixo para cima, ou seja, partindo da superfície ao céu, levando umidade. Como a atmosfera é mais fria, essa umidade é condensada e formam-se nuvens de tempestade.
Segundo o Climatempo, o volume de chuvas deve aumentar consideravelmente no litoral de São Paulo ao longo da próxima semana. A previsão é que a entrada constante de umidade marítima e a formação de uma nova área de baixa pressão no mar colaborem para a formação de nuvens carregadas, principalmente na região do litoral paulista.
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A previsão do portal é de chuva volumosa com potencial para causar novos transtornos até o final desta semana, como alagamentos e deslizamentos de encostas.
Fonte: O Globo