Castigado pelas chuvas, Rio Grande do Sul é responsável por 70% da produção nacional do cereal, um dos principais produtos da alimentação brasileira
Com o anúncio do governo federal de que até um milhão de toneladas de arroz serão importadas para suprir as perdas provocadas pelas inundações do Rio Grande do Sul, supermercados e atacarejos do Rio já notam um aumento nas vendas, com consumidores temerosos com uma possível alta de preços. Pacotes do produto começam a aparecer com mais frequência e em maior quantidade nos carrinhos de compras, mas sem sinais de corrida de consumidores ou de desabastecimento das gôndolas.
O estado gaúcho responde por 70% da produção nacional do item que é um dos principais alimentos da mesa dos brasileiros. A Associação de Supermercados do Estado do Rio (Asserj) fez um levantamento com os estabelecimentos do setor que apontou um crescimento na procura do arroz pelos consumidores. Nas grandes redes, o cenário ainda é de normalidade, embora o preço possa subir, afirmou a entidade.
— Os preços do arroz podem sofrer aumento nos supermercados diante das dificuldades na logística. Sugerimos que os consumidores sigam pesquisando faixas de preços, e, havendo aumento, substituam o arroz com outros carboidratos como o macarrão — disse o presidente da Asserj, Fábio Queiróz.
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Na tarde desta quarta-feira, o farmacêutico Josafar de Souza aproveitou o horário de almoço para ir até um supermercado próximo do trabalho, na Zona Norte do Rio, e comprar dois pacotes do cereal.— Lá em casa somos três. Então, são cerca de cinco quilos por mês, mas vim comprar mais dois pacotes por precaução. Vai que o preço sobe demais? — questiona
Em outro estabelecimento da capital fluminense, dois repositores abasteciam o corredor de grãos e cereais. Eles contaram que o processo tem sido mais frequente desde terça-feira, quando a procura começou a subir após o governo federal anunciar a edição de uma medida provisória para a importação de até um milhão de toneladas de arroz para equilibrar a produção e evitar um aumento de preços.
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— Vi no jornal que a chuva no Rio Grande do Sul podia afetar e fiquei com medo tanto de não encontrar quanto do preço subir. Lá em casa somos eu, meu irmão e minha mãe. Consumimos muito — conta a recepcionista Taíssa de Souza.
Fonte: CNN