Ulan Galinski vai representar o Brasil no mountain bike nas Olimpíadas de Paris
O ciclista baiano Ulan Galinski desembarcou em Paris neste domingo com motivos de sobra para se sentir em casa. O competidor de mountain bike das Olimpíadas, que é meio brasileiro e meio francês, foi surpreendido com a presença da própria tia, que estava por acaso no aeroporto de Orly, na França, para levá-lo à Vila Olímpica.
Moradora de Paris, Catharina Galinski é médica aposentada e é motorista voluntária dos Jogos. O encontro com o sobrinho foi totalmente por acaso, já que Ulan iria até a Vila dentro da van da equipe brasileira. Foi o que o atleta contou em entrevista exclusiva ao ge.
– Hoje, por coincidência, mandaram ela para o mesmo aeroporto que eu iria chegar. Quando saí do aeroporto, ela veio correndo me abraçar e eu fiquei muito surpreso e emocionado. Tivemos um momento muito lindo e especial e foi uma alegria imensa. Todos os voluntários em volta também ficaram super felizes e ninguém acreditou. Solicitei para a minha confederação, que já estava com uma van esperando para nos levar até a Vila (Olímpica), para poder ir com ela e eles liberaram. Entre mais de 40 mil voluntários que estão aqui nos Jogos, fui levado pela minha tia no meu primeiro dia de Paris. Sem dúvida, um momento que guardarei para sempre no meu coração – relatou Ulan.
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– Ainda não consigo explicar com palavras o que tem sido essa experiência olímpica até aqui. Foi apenas o primeiro dia e já tem tantas reflexões e memórias que guardarei para sempre. Em 2019, na última vez que eu vi minha tia e vim a Paris visitar meus familiares por parte de pai, ela me falou que iria se voluntariar para as Olimpíadas. Nessa época, mesmo sem acreditar, pois eu não era nenhum dos dez melhores ciclistas do país, falei que talvez fosse possível estar representando o Brasil e ser convocado a Paris. Nós dois conseguimos: consegui ser convocado e ela como motorista voluntária dos Jogos – finalizou o ciclista de mountain bike.
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A tia de Ulan é francesa assim como o pai dele. O atleta é filho de uma mãe baiana e nasceu na Bahia em 1998. Aos 26 anos, será um dos dois representantes brasileiros no mountain bike nas Olimpíadas.
Além de Galinski, Raiza Goulão será o nome feminino nas trilhas. As vagas no ciclismo foram conquistadas por nação, não nominalmente. Ou seja, as cotas são do Brasil e os atletas precisaram atender aos critérios da confederação para serem convocados.
Ulan tem no currículo diversos títulos nacionais e internacional, além de ter sido o 14° colocado no Campeonato Mundial Sub-23 de XCO, em 2020.
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Foto: Reprodução
O CICLISMO NAS OLIMPÍADAS DE PARIS
As competições de ciclismo nos Jogos Olímpicos de Paris serão entre 27 de julho e 11 de agosto, com um total de 514 ciclistas e 22 eventos em cinco modalidades: Mountain Bike (que será disputado na Élancourt Hill), Pista e BMX Racing (no Vélodrome de Saint-Quentin-en-Yvelines), Estrada (na Pont d'Iéna) e BMX Freestyle (na Place de la Concorde).
O Mountain Bike tornou-se olímpico em 1996, nos jogos de Atlanta, nos Estados Unidos. Para quem gosta de adrenalina, essa é a modalidade certa para acompanhar. Tanto no masculino quanto no feminino, a largada é realizada em massa e o vencedor é quem cruzar primeiro a linha de chegada.
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Ao longodo trajeto, os competidores passam por terrenos acidentados de vários níveis de dificuldade. Menos de 15% da disputa deve ser em terreno plano, no circuito que terá cerca de 4km de comprimento.
Fonte: GE