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Cidade dos EUA proíbe 'existência de álcool' em praias, sob pena de prisão e multa de R$ 10 mil
Foto: Reprodução

A cidade de Wildwood (Nova Jersey, EUA), aumentou o grau de repressão à proibição de bebidas alcoólicas em praias e calçadões. Um novo decreto, aprovado na quarta-feira (24/5), impede que qualquer recipiente com produtos derivados do álcool, ainda que fechado, seja transportado por pedestres nas regiões delimitadas. Os infratores podem enfrentar multas de até US$ 2 mil (R$ 10 mil) e 90 dias de prisão.

 

Segundo o "New York Post", os políticos afirmaram que a proibição não é nova, porém os departamentos de polícia da região muitas vezes fecham os olhos para as práticas ilegais. Para o prefeito Pete Byron, a fiscalização será diferente neste ano.

 

"Qualquer tipo de álcool sempre foi proibido na praia e no calçadão. Na verdade, já existe uma placa em todas as ruas de acesso à praia", disse Byron. "A nova portaria não só proíbe o consumo ou exposição aberta de álcool como também diz que é proibida a mera existência de qualquer tipo de álcool", acrescentou .

 

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A decisão de fortalecer a repressão ao consumo de bebida ocorre em resposta a inúmeras reclamações anuais sobre pessoas que bebem e fumam maconha nas praias da cidade. Wildwood tem cerca de 6 mil residentes e é inundada por turistas nos meses de verão (inverno no Hemisfério Sul), apontou o "New York Post".

 

"Entendemos que as pessoas estão de férias e querem se divertir. Queremos que todos aproveitem Wildwood. Beber, especialmente ao sol nas férias, muitas vezes leva ao excesso e ao comportamento indisciplinado, sem mencionar o aumento dos riscos à saúde", afirma Steve Mikulski, comissário de segurança pública da cidade.

 

A prefeitura esclarece que o objetivo não é arruinar as férias, mas sim impedir o mau comportamento. Dessa maneira, os primeiros infratores provavelmente sairão da praia com uma advertência e deverão jogar a bebida no lixo ou levá-la de volta para suas casas ou hotéis. O consumo só é permitido em restaurantes designados ou eventos.

 

A portaria entra em vigor na próxima quarta-feira (30/5).

 

Em 2018, uma mulher de 20 anos foi presa depois que foi flagrada bebendo na praia. O momento foi gravado e divulgado pela mídia.

 

Emily Weinman, da Filadélfia (EUA), foi indiciada por agressão agravada e resistência a acusações de prisão. Ela se declarou culpada em fevereiro de 2019.

 

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Mais tarde, a americana entrou com uma ação federal na Pensilvânia contra Wildwood e o departamento de polícia local. A jovem alegou que as autoridades exageraram na abordagem “para justificar o uso excessivo e irracional da força”, e recebeu U$ 325 mil (R$ 1,62 milhão).

 

Fonte: Extra

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