Justiça aceitou denúncia feita pelo Ministério Público contra o pedetista após ataques à senadora Janaína Carla Farias
O ex-governador do Ceará ee ex-ministro Ciro Gomes (PDT) se tornou réu por violência política de gênero contra a senadora Janaína Carla Farias (PT-CE). Nesta terça-feira (16), o Ministério Público do estado (MP-CE) informou que a Justiça Eleitoral aceitou denúncia oferecida contra o pedetista.
A denúncia foi apresentada após Janaína Carla Farias entrar com ação contra Ciro por ter sido alvo de ataques. Em entrevista a um site concedida em abril, o ex-ministro, em crítica ao fato da petista, que é segunda suplente de Camilo Santana, atual ministro da Educação, no Senado, ter assumido sua cadeira na casa legislativa, a chamou de "assessora de assuntos de cama" de Santana e de "cortesã", um sinônimo de prostituta.
“Quem está assumindo o Senado Federal hoje? Sabe qual é o serviço prestado para ir ao lugar de Virgílio Távora, de Tasso Jereissati, de Mauro Benevides, de Patrícia Saboya? Aí vai agora a assessora para assuntos de cama do Camilo Santana", disparou Ciro.
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Em outro momento, Ciro Gomes foi ainda mais baixo e comparou Santana ao imperador romano Calígula, que teria empossado um cavalo como senador em Roma: “Esse cara [Calígula] estava tão poderoso que, para humilhar o Senado, nomeou o próprio cavalo. Mal comparando […] eu pergunto, com todo respeito: qual é a obra, a realização, o preparo que Janaína tem para ser senadora da República?”
E prosseguiu: “Ela [Janaína Farias] só fez serviço particular do Camilo, e serviço particular, assim, é o harém, são os eunucos, são as meninas do entorno. Ela sempre foi encarregada desse serviço.”Na denúncia aceita pela Justiça, o MP aponta que Ciro, ao atacar Janaína, quis “satisfazer a vontade de se impor de forma incontrastável ante a figura feminina e para colher dividendos políticos às custas de sua objetificação”.
“Percebe-se, sem sombra de dúvidas, que o denunciado dolosamente almejou constranger e humilhar a senadora da República, Janaína Carla Farias, menosprezando-a por sua condição de mulher, com o indiscutível propósito de dificultar o desempenho de seu mandato junto ao Senado Federal, resultando em agressões à vítima com ofensas sexistas e misóginas”, escreveu a promotora Sandra Viana Pinheiro, da 114ª Zona Eleitoral de Fortaleza.
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Ao aceitar a denúncia, o juiz Victor Nunes Barroso, da 115ª Zona Eleitoral, tornou Ciro Gomes réu e deu um prazo de 10 dias para que o ex-ministro se manifeste.Até a publicação desta matéria Ciro Gomes não havia se manifestado sobre o fato de ter se tornado réu por violência política de gênero. O espaço está aberto para eventual manifestação.
Fonte: Revista Forum