A chapa, que conta com o vice Thiago Pampolha, é acusada de ter feito gastos eleitorais irregulares
O desembargador Rafael Estrela Nóbrega, da Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, pediu a cassação do mandato do governador Cláudio Castro (PL-RJ) e seu vice Thiago Pampolha. A chapa é acusada de ter realizado gastos eleitorais irregulares em 2022 e, além da cassação, a denúncia também pede que a dupla seja declarada inelegível por 8 anos.
Ao todo, os gastos apontados como ilícitos na campanha eleitoral de 2022 somam R$ 1.042.825,25. A denúncia da Procuradoria Eleitoral, que é ligada ao Tribunal Regional Eleitoral do RJ (TRE-RJ), foi obtida pelo portal Metrópoles.Nóbrega aponta a contratação de empresas fornecedoras de bens e serviços que, por contarem com número reduzido de funcionários, apresentariam deficiência de capacidade operacional. São pedidas as quebras de sigilos bancários de 6 dessas empresas.
Nem a Procuradoria Regional Eleitoral e nem os advogados de Castro e Pampolha apresentaram suas testemunhas no prazo estabelecido, o que fez com que o desembargador decretasse a preclusão do direito de produção de prova testemunhal para ambas as partes. Em outras palavras, o juiz concedeu um prazo de cinco dias para a produção dessas provas suplementares.
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No mesmo intervalo, a Procuradoria deve informar sobre prova pericial mencionada na representação. A defesa dos acusados solicitou a inclusão da prestação de contas da campanha de 2022 no processo.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) protocolou ação pedindo a cassação da chapa que reelegeu o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e seu vice, Thiago Pampolha (União Brasil). A acusação era de abuso de poder político e econômico e conduta vedada pelo uso de “folha de pagamento secreta”. Castro acabou absolvido pelo TRE-RJ em maio.
O governador do Rio foi reeleito no primeiro turno, com 58,5% dos votos, em meio a um escândalo marcado por "funcionários fantasmas" na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Estado (Ceperj).
A Procuradoria Regional Eleitoral acusou Cláudio Castro e seu vice de manterem uma folha de pagamento secreta com 27 mil cargos temporários na Fundação Ceperj e mais 18 mil na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O documento informa que os desvios foram auditados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). O texto da ação diz, ainda, que o esquema foi custeado por recursos obtidos no leilão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae).Marcelo Freixo (PT-RJ), que disputou o pleito contra Castro, considerou "muito grave" a denúncia apresentada pelo MPE.
"A denúncia é muito grave. Envolve quase 40 mil cargos na Fundação Ceperj e na Uerj, que somam mais de R$ 200 milhões desviados", declarou o deputado à Fórum. Por meio de sua assessoria, Freixo afirmou ainda que "espera agora que a Justiça analise a denúncia o mais rápido possível", disse. De acordo com a acusação do MPE, funcionários sacaram mais de R$ 220 milhões em espécie na boca do caixa.
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Durante as eleições, Freixo denunciava o abuso econômico e os casos de corrupção que agora são objeto de acusação formal contra Cláudio Castro. Em debate entre os candidatos ao governo do estado exibido pela TV Globo em 28 de setembro, Freixo chegou a afirmar que o Rio de Janeiro não precisava de mais um governador preso, referindo-se ao adversário.
Fonte: Revista Forum