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Clínica que recebeu idosa internada à força pela filha e genro é interditada
Foto: Reprodução

A clínica psiquiátrica onde estava a idosa Maria Aparecida Paiva, internada à força pela filha e pelo genro, foi interditada neste sábado (25/02) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. De acordo com os investigadores, o local foi usado para a prática do crime de sequestro qualificado.

 

Os policiais chegaram à Clínica Revitalis, localizada no distrito de Araras, em Petrópolis, Região Serrana do estado do Rio de Janeiro, por volta das 11h da manhã deste sábado. Com a interdição, o estabelecimento não pode receber novos clientes e os que já estão em atendimento devem ser transferidos para outros locais.


A outra unidade da clínica, que também recebeu a vítima, identificada como Vista Alegre, localizada em Correias, também é alvo das investigações.

 

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O casal Patrícia de Paiva Reis, filha da vítima, e o marido dela, Raphael Machado Costa Neves, foram presos na última quinta-feira (23). Segundo as investigações, ambos tinham o objetivo de desqualificar a vítima para ficar com parte da pensão dela e, por isso, a sequestraram e internaram à força.

 


O delegado Felipe Santoro, responsável pela investigação, explicou que também vai apurar a conduta dos médicos que atenderam Maria Aparecida.

 

A médica Aline Cristina Correia, que assinou o laudo para a internação da vítima, atestou que Maria tinha apresentado quadro depressivo grave e recorrente e delírio, mas nada disso foi confirmado. A médica e o diretor da Clínica Revitalis serão intimados a depor.


Em nota, a Clínica Revitalis afirma que “foi procurada por Patrícia de Paiva Reis, que solicitou a internação de sua mãe de 65 anos, com ‘histórico de depressão com episódios de confusão mental”.

 

Ainda segundo a nota, “Em 5 diasna clínica, com abordagem multidisciplinar da equipe, foi constatado que a paciente não mais apresentava indicação de internação”.

 

Em entrevista ao RJ2, Maria Aparecida relatou o desespero de ficar internada em uma clínica psiquiátrica, mesmo sem estar doente.

 

Como motivos para a internação, Maria contou que a filha ficou com raiva porque ela denunciou que estava maltratando os netos. Além disso, ela vê uma questão financeira: "Tem questão financeira envolvida também, porque ela tem medo de perder a pensão do filho dela e se essa denúncia vai pro processo ela perde, porque o pai está pedindo a guarda do filho", acrescentou.

 

FICHA CORRIDA DA FILHA


Patrícia de Paiva Reis tem uma extensa ficha policial. Ela responde a cinco processos por calúnia, estelionato, extorsão e furto em veículo, entre 2019 e 2020. Também é investigada em dois processos sob suspeita de falsas acusações contra ex-namorados enquadrados na Lei Maria da Penha.

 

Além disso, Patrícia já tinha tentado internar a mãe, pelo Samu, em 27 de janeiro. Mas o plano não deu certo. A equipe não constatou nada de errado com Maria Aparecida.

 

O casal é reincidente na prática de forjar doença mental em parentes. O irmão do companheiro de Patrícia, Raphael, Rodrigo Machado Costa Neves, também viveu situação similar à de Maria Aparecida e tudo foi registrado pelas câmeras. No dia 18 de fevereiro do ano passado, ele foi supreendido e imobilizado na frente de casa por uma equipe contratada por Rafael e Patrícia.

 

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Rodrigo morreu de forma suspeita 7 meses depois, no dia 20 de setembro 2022 A suspeita é de que tenha sofrido intoxicação. No IML, a certidão de óbito apontou a necessidade de exames laboratoriais.

 

Fonte: Revista Fórum

 

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