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CNC revisa para baixo projeção para o comércio em 2023, após recuo apontado em outubro pelo IBGE
Foto: Reprodução

Setor, no entanto, continua apostando em resultado positivo para este ano

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou para baixo, de 2% para 1,8%, a sua projeção de crescimento do varejo este ano depois da divulgação do recuo de 0,3% nas vendas em outubro, apontado pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE.

 

Apesar de uma piora na estimativa, José Roberto Tadros, presidente da CNC, afirma que a expectativa ainda é positiva para 2023 positivo tendo em vista o cenário de queda das taxas de juros e controle da inflação. A previsão da entidade, inclusive, é de que as compras de Natal sejam 5,6% maiores do que em 2022.

 

O economista da CNC, Fabio Bentes, ressalta ainda que mesmo diante da desaceleração de outubro, o volume de vendas registrou avanço pelo quinto mês consecutivo em comparação com outubro de 2022, uma leve alta de 0,2%. No acumulado do ano, o setor registra alta de 1,6% comparado ao mesmo período do ano passado.

 

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Já na avaliação do economista, Rodolpho Tobler, do FGV Ibre, é menos otimista. Para Tobler, o comércio tem passado um ano de estagnação e as perspectivas para os próximos meses não é muito diferente.

 

-O comércio mantém a sua trajetória inalterada, andando um pouco de lado, sem grandes variações e a perspectiva para os próximos meses também não é muito boa. Os dados que a gente já viu falando sobre Black Friday frustrou um pouco os empresários. Assim, tanto a percepção sobre o mês de novembro quanto as expectativas para os outros meses são ainda de cautela. Então acho que o setor ainda continua encerrando esse 2023 com bastante cautela. Mas ano que vem, a partir do momento que a gente conseguir sentir um pouco mais esse momento macroeconômico melhor, de redução de juros e inflação mais controlada pode ter alguma melhora, mas nada muito expressivo. As famílias também ainda estão com orçamento muito apertados, muito endividamento, inadimplência elevada.

 

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Bentes concorda que o alto nível de endividamento, que atinge a 76,6% das famílias brasileiras, e os juros em patamares altos, apesar dos quatro cortes sucessivos, ainda é um impedimento para o crédito. Prova disso, diz, é que os setores com maior queda ao longo do ano são os mais dependentes de crédito como artigos de uso pessoal e doméstico, que registraram queda de 11,3%; tecidos, vestuário e calçados (6,7%); e materiais de construção (2,1%). 

 

Fonte: O Globo

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