Diretor de Titanic acusou empresa de ignorar alertas de segurança
Guillermo Soehnlein, cofundador da empresa americana OceanGate Expeditions, cujo submersível implodiu com cinco pessoas a bordo perto dos destroços do 'Titanic', afirmou nesta sexta-feira que a segurança estava em primeiro lugar quando a companhia de exploração em águas profundas foi criada.
O diretor do filme "Titanic", James Cameron, acusou a OceanGate Expeditions de ignorar os alertas de segurança, depois que o piloto Stockton Rush, o outro fundador da empresa, e mais quatro pessoas morreram na implosão do submersível 'Titan' durante a descida a quase 4.000 metros de profundidade.
Guillermo Soehnlein, que fundou a OceanGate com Rush antes de abandonar a empresa em 2013, afirmou que não participou no projeto de concepção do submersível "Titan", mas negou que o amigo atuasse de forma imprudente.
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— Ele era extremamente comprometido com a segurança —, declarou à emissora britânica Times Radio. — Ele também era extremamente diligente na gestão de riscos e muito consciente dos perigos de operar em um ambiente oceânico profundo.
— Esta foi uma das principais razões pelas quais concordei em fazer negócios com ele em 2009 —, destacou.
Soehnlein recordou que o próprio Cameron fez várias descidas em submersíveis, incluindo mais de 30 até os destroços do "Titanic" no Atlântico Norte e até o ponto mais profundo da Terra, a Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico.
— Eu acho que ele foi questionado sobre um risco similar e disse: 'Olha, se algo acontecer nessa profundidade, será catastrófico em questão de microssegundos'. Ao ponto em que a implosão acontece em velocidades quase supersônicas e você basicamente estaria morto antes que seu cérebro pudesse processar que algo estava errado.
Soehnlein enfatizou, no entanto, que é muito cedo para afirmar o que aconteceu com o 'Titan' e que é muito complicado formular regras globais para os submersíveis projetados para navegar em grandes profundidades. Porém, a exploração em águas profundas deve continuar, apesar da tragédia, disse o empresário.
— Assim como na exploração espacial, a melhor maneira de preservar as memórias e os legados dos cinco exploradores é conduzir uma investigação, descobrir o que deu errado, tirar as lições aprendidas e seguir em frente.
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Fonte: O Globo