As escolas da rede estadual de Santa Catarina aguardam, há quase dois anos, o reforço de segurança prometido pelo Estado logo após o ataque a creche em Saudades, no Oeste de Santa Catarina, quando cinco pessoas foram assassinadas.
À época, o governo anunciou que colocaria vigilantes em mais de mil unidades e chegou a abrir licitação. A iniciativa nunca foi discutida com a categoria, que defende o retorno da figura do zelador ao invés de vigias, e não saiu do papel.
Quase dois anos após a chacina, com um ataque desta vez em Blumenau, no Vale do Itajaí, a discussão sobre a contratação de guardas para as escolas volta à tona.
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Desta vez, quatro crianças foram assassinadas e o número de vítimas chega a nove Ouvida pelo g1, uma especialista afirmou que, embora vigias contribuam com a segurança, a violência deve ser combatida de múltiplas maneiras. "É preciso implementar uma gestão de cuidado com a vida", disse.
Proposta não saiu do papel
O processo de contratação dos profissionais chegou a ser aberto em agosto de 2021, mas por ausência de uma audiência pública, foi suspenso.
Segundo a legislação federal, é necessário a realização de audiências públicas para tratar licitações acima de R$ 150 milhões. Conforme a página do Portal de Compras do Estado, o valor do serviço seria de R$ 18 milhões por mês durante dois anos.
Questionado em 30 de março, uma semana antes do ataque a escola de Blumenau, o governo estadual afirmou ao g1 SC que "a licitação de vigilância humana está em andamento".
No mesmo dia, a pasta informou que realizava estudos para novos processos, e disse que o Estado debate a necessidade de união de esforços das secretarias para o reforço da segurança.
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Na quarta-feira (5), no dia do novo ataque, a reportagem voltou a questionar a secretaria sobre a conclusão da licitação, mas não retorno até a última atualização desta matéria.
Fonte: G1