Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), entre 2019 e 2021, 1,6 milhão de crianças brasileiras não receberam nenhuma dose da vacina DTP, que protege contra difteria, tétano e coqueluche; mesmo número que deixou de tomar as gotinhas contra a poliomielite.
Os dados foram divulgados pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) nesta quinta-feira (20). O relatório Situação Mundial da Infância 2023 (em inglês), revela que no Brasil houve queda de 10 pontos percentuais - antes da pandemia,99,1% dos brasileiros confiavam nas vacinas infantis, contra 88,8% agora.
O efeito do negacionismo bolsonarista também vitimou os povos originários. Dados do Programa Nacional de Imunização (PNI) revelam que durante a gestão do ex-presidente, para todas as vacinas do calendário, o índice de proteção entre a população indígena chegou a números preocupantes: 66% em 2019; 68% em 2020; 73% em 2021 e 53% em 2022.
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ZÉ GOTINHA VOLTOU
Agora, o Governo Lula atua para recuperar a confiança da população brasileira na imunização e consertar o estrago. A prioridade do Ministério da Saúde é recuperar os índices de proteção tanto dos povos originários contra as principais doenças que podem ser prevenidas por vacinação quanto da população em geral.
O ministério iniciou a articulação do Movimento Nacional pela Vacinação que mobiliza vários setores da sociedade para retomar as coberturas vacinais e reconstruir a cultura de imunização no país.
No dia 27 de fevereiro, o governo federal deu início à mobilização para retomada das altas coberturas vacinais e da confiança da população brasileira nos imunizantes.
A ministra Nísia Trindade e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva – como exemplo, o primeiro a se vacinar – anunciaram oficialmente a volta do Zé Gotinha, símbolo da campanha, juntamente com influenciadores, músicos, atores, apresentadores e esportistas.
VACINA CONTRA COVID 19
Na primeira etapa, a imunização começou com aplicação de doses de reforço bivalentes contra a Covid-19 para o público prioritário. Já são mais de 29 milhões de doses distribuídas para todo o Brasil e quase 10 milhões aplicadas. Atualmente, cerca de 69 milhões de brasileiros podem procurar as unidades de saúde para atualizar a caderneta de vacinação contra o vírus.
No último dia 10 de abril, teve início a vacinação contra a influenza. Mais de 80 milhões de brasileiros fazem parte do grupo prioritário e devem procurar os serviços de saúde em todo Brasil para receber a dose trivalente, que protege contra as principais cepas do vírus.
A mobilização nacional busca retomar as coberturas vacinais que sofreram queda nos últimos anos. Em 2022, apenas 68% doúblico alvo foi imunizado contra a gripe. Para reverter esse cenário, a meta é vacinar 90% do grupo prioritário em 2023.
MÊS DA VACINAÇÃO DOS POVOS INDIGENAS
Nesta quarta-feira (19), a pasta também lançou o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas (MVPI). A cerimônia aconteceu no Distrito Sanitário Indígena Minas Gerais Espírito Santo (Dsei/MGES), no município de Teófilo Otoni
A ação de vacinação acontece nos 34 Dsei, em um total de 898 territórios, para recuperar as altas coberturas vacinais entre essa população.
A previsão é que sejam aplicadas mais de 210 mil doses em todos os territórios. Após o término do período do MVPI, que segue até 14 de maio, os distritos continuarão com as imunizações ao longo do ano, em todos os Dsei.
ARTICULAÇÃO COM A SOCIEDADE CIVIL
Na terça-feira (18), a pasta reuniu 20 associações médicas para traçar estratégias e ações conjuntas de confiança nos imunizantes e ampliação dos índices de proteção na sede da Associação Médica Brasileira (AMB), em São Paulo (SP).
“Queremos mobilizar a população para que o Brasil volte a ser referência em altas coberturas vacinais. Os índices de imunização caíram consideravelmente nos últimos anos e isso aumenta o risco de doenças.
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É muito importante ter as sociedades de especialidades médicas junto conosco. O governo federal aposta no comprometimento e união de todos os setores da sociedade para essa retomada”, destacou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel.
Fonte: Revista Fórum