Comboio que partia da cidade de Gaza foi atingido por uma explosão na principal estrada para o Sul. País acusa Hamas de impedir que civis deixem a região.
Israel intensificou neste sábado (14) os bombardeios no Norte da Faixa de Gaza, e acusou o grupo terrorista Hamas de impedir que civis deixem a região. Desde o dia 7, o conflito já matou mais de 2.200 pessoas na Faixa de Gaza e 1.300 em Israel.
O prazo dado por Israel para a retirada de civis do Norte da Faixa de Gaza, que terminava nesta sexta-feira (13), foi estendido até as 10h da manhã deste sábado, no horário de Brasília, 16h no horário local.
Minutos antes, os ataques já tinham começando a se intensificar. Israel atendeu ao pedido de hospitais e organizações humanitárias para permitir um número maior de deslocamentos e a remoção de mais feridos.
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Mesmo assim, dois dos maiores hospitais de Gaza declararam que não teriam condições de retirar os pacientes, por falta de lugares no sul que pudessem recebê-los.A direção do maior deles disse que ali haveria trinta e cinco mil refugiados.
A ONU fez um apelo a Israel para que proteja os civis que permaneceram abrigados nos prédios das Nações Unidas em Gaza por opção ou por não terem conseguido sair.
No início da noite, hora local, Israel repetiu o alerta, com mais urgência: avisou os moradores a deixarem o norte de Gaza imediatamente, porque os ataques serão ampliados e intensificados.
O comando militar israelense disse que um bombardeio matou um dos comandantes do Hamas, Ali Qadhi, que teria chefiado os ataques ao Sul de Israel. Na sexta, um comboio que partia da cidade de Gaza foi atingido por uma explosão na principal estrada para o sul.
Ainda não há número oficial de mortos. As agências de notícias internacionais dizem que pode chegar a setenta. Durante a madrugada, paramédicos que socorriam feridos acabaram eles mesmos atingidos por outro bombardeio.
Segundo o Ministério da Saúde palestino, 28 profissionais de saúde morreram em uma semana de combates. O diplomata norueguês Jan Egeland, que participou dos acordos de paz de Oslo, d isse que entende o direito de Israel de se defender, mas que os terroristas são homens adultos, e não mulheres e crianças.
O porta-voz militar de Israel, Richard Hecht, respondeu que o país age dentro da lei internacional. Hecht disse que Israel não está colocando ninguém em caminhões à força, que tem certeza de que os civis encontrarão abrigo no sul da faixa de Gaza.

O porta-voz responsabilizou o Hamas por dificultar a saída dos civis. As forças de defesa de Israel divulgaram imagens que afirmam ser mostram bloqueios impostos pelo Hamas na estrada para o sul. Em outra foto, uma longa fila de carros parados.
Neste sábado, em um pronunciamento, o chefe da ala política do Hamas, Ismail Haniyeh, exilado no Catar, agradeceu o apoio do Egito, mas declarou que nenhum palestino deixará Gaza, sem explicar exatamente se isso significa uma ordem para impedir a saída.
O Hamas declarou que nas últimas 24 horas mais nove reféns teriam morrido em bombardeios israelenses, mas não apresentou provas. No total, já seriam vinte e dois reféns mortos em Gaza.
Os militares de Israel dizem que 126 israelenses foram levados para Gaza depois do ataque dos terroristas do Hamas. No sábado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netahyahu, visitou, pela primeira vez, a região dos atentados.

Ele esteve nos kibutzim de Be'eri e de Kfar Aza, cenários de alguns dos piores ataques dos terroristas, onde centenas de moradores brutalmente foram assassinados.Netanyahu também esteve na região onde as tropas israelenses estão estacionadas ao redor de Gaza.
Conversou com os soldados, e perguntou a vários deles se estão prontos para a próxima fase da operação.279 militares morreram nos ataques do dia 7. Enquanto tropas reforçam o contingente militar, israelenses demonstraram apoio aos soldados. As forças de segurança israelenses avisaram, no fim do dia, que estão preparando uma grande ofensiva pelo ar, por terra e pelo mar.
Enquanto isso, no Sul de Israel, as sirenes voltaram a tocar. Um morteiro atingiu uma escola em Sderot, sem deixar feridos. Ao norte, na fronteira com o Líbano, o Hezbollah voltou a lançar morteiros contra posições do exército de Israel. Soldados israelenses responderam e alertaram que vão considerar o governo do Líbano responsável pelos ataques do grupo extremista.
Moradores de quatro kibutzim na região foram instruídos a buscar abrigo por causa dos bombardeios. Israel também bombardeou alvos na Síria, depois que dois foguetes foram disparados do país vizinho. Em Tel Aviv, uma manifestação reuniu centenas de pessoas em frente ao Ministério da Defesa. Muitos cobravam mais ação do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.
Na parede, dezenas de fotos e nomes:
Margalit, 78 anos
Emma e Julie, 3 anos
Amelia, 5 anos, e Ariel, 26
Chaim, 79 anos
Aviv, 2 anos
Todos levados pelos terroristas do Hamas. Ron teve um amigo e o filho dele levados pelos terroristas. Ele pede que o governo priorize a libertação dos reféns, e só depois resolva o enfrentamento com o Hamas.

Fotos:Reprodução
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Arvital diz que o tio foi assassinado, e a tia de 72 anos foi sequestrada. Ela tem diabetes. A irmã, Einav, faz um apelo para que o mundo inteiro ajude os parentes e as crianças a voltarem para casa.
Fonte:G1