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Com nova pasta, Alckmin perde o que nunca teve
Foto: Reprodução

Vice-presidente não tinha levado o Desenvolvimento Econômico de porteira fechada, então não perde com desmembramento, mas PSB reage

Geraldo Ackmin não acusou o golpe da divisão do Ministério do Desenvolvimento Econômico, que Lula finalmente confirma estar a caminho. O vice-presidente tem procurado intensificar as agendas de visitas a Estados e interlocução com grandes entidaes industriais e seus aliados repetem que não se pode "perder o que nunca teve".

 

Traduzindo: Alckmin não pleiteou ser ministro, além de vice. Foi Lula quem decidiu nomeá-lo, em sinal de prestígio, e mesmo assim depois de Josué Gomes recusar o Mdic. Depois de nomeado, Alckmin não brigou para transformar a pasta em algo seu, de porteira fechada. Ela foi ocupada para contemplar as seções estaduais do PSB, partido no qual o vice é "cristão-novo" e não tão embranhado na política interna.

 

Assim, o desmembramento da área de micro e pequenas empresas será uma perda antes para o PSB de Pernambuco, e não para ele. Observadores do dia a dia do ministério ressaltam que, de fato, não havia grandes políticas sendo gestadas na secretaria voltada aos pequenos empreendedores, o que dá corda ao discurso de Lula para justificar uma reforma que, no fundo, tem como único objetivo abrigar o Centrão, e não melhorar o funcionamento do governo.

 

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Mais do que dividir um naco do ministério, que provavelmente irá para um aliado, o ex-vice-governador em sua gestão e atual titular de Portos e Aeroportos, Marcio França, interlocutores de Alckmin acreditam que ele possa se incomodar com a presença do Republicanos nessa pasta que agora pode vagar. Isso porque significará dar ao partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, uma área estratégica, que tem sob seu guarda-chuva o principal porto do país e do Estado, o de Santos.

 

É conhecida a defesa que Tarcísio faz das concessões e privatizações, e o fato de que usará essa distinção em relação a Lula para se colocar como um contraponto ao petista. Diante dessa evidência, muitos aliados -- do PT e dos partidos mais à esquerda -- estranham a opção por abrigar um partido "tarcisista" e bolsonarista até ontem justamente nessa área.

 

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Falei a respeito da demorada e intrincada reforma ministerial na primeira edição do Viva Voz, meu quadro na CBN, nesta terça-feira. Para ouvir o comentário é só dar play abaixo. 

 

Fonte:  Metrópoles

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