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Com passado negro, dono de instituto de recuperação e reabilitação de dependentes químicos é denunciado à polícia internacional por refugiadas amazonenses na Europa. VEJA VÍDEO
Foto: Reprodução / PORTAL DO ZACARIAS

 *Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Doadores brasileiros, de municípios amazonenses e de outros países vêm demonstrando desinteresse em apoiar determinadas entidades que teriam a atribuição de resgatar pessoas em situação de vulnerabilidade social e pessoal nas ruas da Capital Manaus.

 

Um dos casos mais notáveis de rejeição a esse gesto é o de uma brasileira que mora na Alemanha que se diz arrependida por ter doado R$ 80 mil para o "Instituto Pai Resgatando Vidas”, localizado na Avenida Joaquim Babuco, área central da cidade. A doação, segundo ela, “iria para ajudar a manter a assistência e segurança alimentar das pessoas”.

 

Em entrevista que vai ao ar no “PROGRAMA ROTA POLICIAL DO PORTAL DO ZACARIAS” da segunda-feira (23), às 12h, a brasileira vai fazer um testemunho muito forte sobre as ações que deixou de apoiar no Estado. Ela considera, no entanto, que, o dinheiro foi perdido e pretende, com isso, alertar as autoridades e a comunidade internacional para que também pare com as doações por meio de PIX pessoal do presidente da entidade, Marcos Bastos.

 

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Duas ex-colaboradoras (que desempenharam função técnica e projetos sociais) que atuaram no Corpo de Voluntariado da entidade, também, continuam apreensivas com a situação. Ambas pediram refúgio aos governos da França e Espanha. Depois de ameaçadas, supostamente, saíram do Brasil para não morrer nas mãos de Bastos.

 

Uma delas, relatou ao Departamento de Jornalismo Investigativo do “PORTAL DO ZACARIAS” que “desacreditei que no meu Estado e país, alguém tomaria providências efetivas contra o autor das ameaças”. Seguras na Europa, elas registraram seus casos nos escritórios de investigações da Polícia Internacional (Interpol).

 

Enquanto isso, uma delas lembra que na última viagem a São Paulo para internar uma paciente (Marina Silva) com problemas de drogadição avançada, Marcos Bastos tentou induzi-la a fugir com um veículo alugado para Manauso nome sujo em todo o território nacional”.

 

Além disso, com medo de morrerem, ambas optaram em viver e morar fora de Manaus. Agora, da Europa tentam sensibilizar as autoridades brasileiras a entrarem no caso, bem como, o Ministério Público (Estadual e Federal), a Polícia Federal, Receita Federal, Controladoria Geral da União (CGU) e o Ministério da Cidadania, da Mulher e dos Direitos Humanos para que investiguem o acusado à frente do Instituto Social Pai Resgatando Vidas.

 

 

OUTRAS DENÚNCIAS

 

Em Manaus, no entorno do prédio onde o acolhimento de pessoas é feito, moradores reclamam da movimentação de supostos assistidos da entidade perambulando nas ruas dia e noite. Segundo um ex-doador, “a Policia, de quando em vez, apreende acusados de roubos e furtos dentro da entidade, onde se esconderiam”.

 

Em entrevista em canais pagos de mídia corporativa, Marcos Bastos nega que “algum acolhido de sua entidade tenha sido preso”. E que a sua instituição, “só faz o bem sem olhar aquém” . Porém, não é isso que experientes policiais afirmam a respeito de parte da clientela da entidade que recebe para dormir e se alimentar de graça.

 

Com rico histórico de denúncias consideradas graves - e também por outras situações -, o ápice desses supostos eventos negativos a que ele teria se envolvido nos últimos tempos ficou por conta do aluguel de veículos ao Instituto de Marcos Bastos e ainda não devolvidos. A Polícia não recuperou os carros da empresária Ângela Maria.

 

Um segundo momento negativo desse rico histórico de supostas falcatruas e negócios duvidosos dele na praça de Manaus, segundo extenso rosário de informações e documentos nas mãos de ex-colaboradores do cidajasense Marcos Bastos, “é que ele peida na cara de internos, deita com jovens, lambe, belisca e morde suas orelhas”, além de apalpar e permitir que meninas usem cocaína” dentro da entidade.

 

Ele também é acusado de oferecer crianças ainda no ventre das internas a cidadãos portugueses, bem como ostentar em viagens de lancha com mulheres e bebidas em rios com praias paradísiacas, e se exibir com sacolas de dinheiro que, provavelmente, seriam frutos de doações repassadas à instituição por meio de campanhas de mídia na Internet e redes sociais.

 

Tendo em vista a série de denúncias feitas por ex-doadores e ex-colaboradosres da entidade de Marcos Bastos, um grupo de pessoas pretende instar o Ministério Público Estadual (MPE-AM), no início das apurações do caso das refugiadas amazonenses (Espanha e França), por meio da Polícia Internacional (Interpol) num contraponto claro à polícia amazonense, para que esses casos sejam apurados.

 

Através da Promotoria Pública (MPE-AM), o grupo pretende ainda requerer à Vigilância Sanitária (Municipal, Estadual e Federal) para que seja concedida, através da Justiça, uma inspeção fitossanitária nas instalações da instituição (Av. Joaquim Nabuco, Centro), com acompanhamento dos Conselhos Regionais de Medicina (CRM-AM), Psicologia (CRP-AM), Enfermagem (CRE-AM), do Conselho Tutelar (CT), Defesa Civil Municipal, CREA-AM, CAPS-CREAS-Manaus, Conselho Municipal do Idoso (CMI) e da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM) para averiguar se há irregularidades na entidade.

 

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Após a inspeção, tanto na sede da entidade em Manaus, quanto a uma suposta fazenda na estrada do Iranduba, a 30 quilômetros de Manaus, caso sejam comprovadas possíveis irregularidades, como falta de profissionais médicos, de Saúde (Terapeutas, Psicólogos e outros), assistência tutelar a menores, a idosos e/ou ambientes adequados ao tratamento a pessoas com drogadição, a intenção dos integrantes do grupo em tela, “é a interdição desses locais de suposta recuperação e reabilitação de dependentes químicos”, arremataram as fontes.

 

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