Professores iniciam nova onda de protestos
Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Sem uma administração primorosa à frente da prefeitura do município de Pauini, a 926 quilômetros da Capital Manaus, o prefeito Renato Afonso (PSD), vive um verdadeiro inferno astral diante da falta de políticas públicas efetivas de desenvolvimento com infraestrutura em mais de 3,5 meses. Além de ter contra ele um número muito grande de obras paralisadas sem explicação.
Apesar do grandioso volume de dinheiro público que entra nos cofres da prefeitura, postos de saúde no interior, no Hospital Regional e da única UBS, a prefeitura de Pauini, governada por Renato Afonso (PSD), “ainda amarga situação vexatória com o fim do mandato do político patrocinado pelos deputados Adjuto Afonso (União Brasil), Átila Lins (PSD) e Eduardo Braga, senador pelo MDB”, apontam oponentes do grupo governista.
Com graves problemas na saúde, educação básica – ele se recusa a pagar o novo piso salarial nacional aos professores, a fazer o rateio dos recursos do Fundeb e precatórios do Fundef, na infraestrutura e saneamento da cidade, o prefeito não tem podido mais andar com a mesma tranquilidade de antes. Ele, também, “é acusado de desrespeitar decisões judiciais e dos tribunais de Contas”, denunciam professores e políticos.
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- Aqui, em Pauini, com a má aplicação de dinheiro público, a população só é tratada com remédios e produtos de baixa qualidade no hospital e postinhos de saúde, denunciam pacientes ouvidos pela reportagem.
As queixas da população não param por ai e chegam ao setor de obras suspensas ou paralisadas, como a da pista de pouso que consumiu cerca de R$ 9.000.000,00 (Nove milhões de reais) pagos à Construtora COTRAP Ltda pertencente ao ex-prefeito do município de Apuí, a 786 quilômetros de Pauini, o paranaense Vitor Marmentini, cuja empresa está envolta em vários processos trabalhistas em várias Comarcas do interior do Estado .
A indignação das pessoas torna-se visível quando visitantes e turistas chegam à cidade de Pauini. Logo na entrada, “o que chamam de porto fluvial, encontramos monturos de lixo, misturado a lama e restos deixados pelas enchentes do Purus, tudo a céu aberto pela prefeitura”, informam estivadores e vendedores de cafezinho que usam canoas como transporte de ligação entre as embarcações atracadas no local.

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Segundo entidades civis organizadas, outra questão negativa aos interesses da população é com a falta de investimentos na educação e saúde pública de qualidade. Com relação a valores aprovados em licitações para compra de remédios, insumos, produtos da merenda e serviço de transporte escolar, “a situação pé ainda pior”, diz ex-vereador crítico da atual gestão.
“São gigantescas as denúncias contra suspeitas de fraudes fiscais, de documentação irregular e nas grandes somas de dinheiro pagas a empresas vencedoras dos certames licitatórios”, apontam o ex-vereador que já admite que, “haja empresas de fachadas e fictícias operando com a prefeitura e não investigadas pelos órgãos de controle do Estado e da União”.

Nesta esteira, segundo informações, “o foco maior para possíveis desvios da finalidade dos objetos sempre teve em alta os contratos dados às mesmas empresas participantes, não importa se através de pregões eletrônicos ou nos contratos presenciais”, afirma o consultor João Roberto, 52 anos.
A maior suspeita levantada, até agora, no caso especifico de prefeituras do Purus e de outras calhas de rios amazonenses, sempre foi com aquisição de combustíveis, merenda escolar, transporte escolar, remédios, material de limpeza e higiene, didático e prestação de serviços, além da renovação de contratos para terceirização de serviços médico e hospitalar, de pessoal especializado à rede pública de saúde, da educação básica e obras, acrescentou ele.
Com relação aos servidores do município, “não sabemos para quê, para quem e para onde vão os descontos em nossos salários”. Desde que assumiu a prefeitura, Renato Afonso é questionado sobre o assunto, mas, tem se esquivado ao cerco dos servidores, principalmente, dos que esperam se aposentar ainda este ano.

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De acordo com informações de professores e profissionais de saúde, “o rombo no Instituto Municipal de Previdência do Município de Pauini pode chegar à casa dos R$ 12 milhões” em apenas 3,6 anos da atual administração. Situação semelhante a dos segurados dos municípios de Lábrea, Canutama, Tapauá e Beruri, onde os descontos são feitos e não seriam depositados ao INSS em nome dos segurados dessas prefeituras desde os anos 2011-24.
Apesar do grande volume de recursos públicos que entraram nos cofres da prefeitura de Pauini no período de 2021-24, o prefeito ainda enfrenta problemas com os tribunais de Contas do Estado (TCE) e da União (TCU) com relação a não prestação de contas dos dois primeiros anos da gestão. “Na educação, saúde e obras, como a da pista de pouso, centro de convivência do idoso e da escola de tempo integral, a prefeitura tem muito a se explicar às autoridades”.
A população urbana e da zona rural de Pauini tem experimentado dificuldades nos setores da educação básica, saúde, de salários não pagos a trabalhadores das obras que começam e, “do nada são paralisadas e abandonadas sem que nenhuma fiscalização seja deflagrada pelos órgãos de controle”. No âmbito estadual, Renato Afonso e outros teriam contado “com a proteção de seus padrinhos políticos, Adjuto Afonso, Átila Lins e o senador Eduardo Braga”.
Inclusive dos tribunais de Contas do Estado e da União, diz destacado vereador da cidade que parecem não enxergar “essa absurda e triste situação enfrentada pela população desde as administrações passadas”, sublinham moradores dos bairros Cidade Alta e Morro da Liberdade, na periferia da cidade de Pauini.
A reportagem, em mais um giro pelo interior dos municípios da mesorregião amazonense do Purus atestou que, “em todas as prefeituras há indícios ainda não investigados, profundamente, pelas autoridades municipais, estaduais e federais”. A maioria desses órgãos, segundo apontam analistas e políticos locais, “prefeitos e vereadores, reconhecidamente, corruptos e endinheirados no e após os mandatos, “continuariam sendo ignorados”.
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- Sem estrutura para atender a população como determina a Constituição de 88, eleitores de Pauini apostam nas mudanças que as urnas podem trazer no dia 3 de outubro, arriscam o consultor João Roberto e um dos pré-candidatos a prefeitos pelo município.
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