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Com tentativa de golpe em curso, Putin abandona Moscou
Foto: Reprodução

A fuga ocorreu no momento em que o Grupo Wagner, maior companhia mercenária da Rússia, tenta alcançar a capital.

Com a tentativa de golpe em curso na Rússia, pelos mercenários do Grupo Wagner, o avião presidencial RA-96022, usado para transportar Vladimir Putin, deixou Moscou, neste sábado (24), em direção a São Petersburgo, segunda maior cidade do país.

 

A fuga ocorreu no momento em que o Grupo Wagner, maior companhia mercenária da Rússia, tenta alcançar a capital.

 

Os rebeldes acusam o Ministério da Defesa russo de bombardear suas próprias unidades em combate na Ucrânia. Com apoio de grupos de oposição ao governo Putin, o batalhão, com cerca de 50 mil homens, busca abrir caminho pelo sul do país.

 

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Putin acusa os mercenários de abrir precedente para que “inimigos externos utilizem qualquer argumento para nos minar por dentro”, e classifica a tentativa de golpe como “uma traição de nosso povo, de nossos irmãos que lutam na fronteira”. A força mercenária ocupa a cidade de Rostov-do-Don, a 1,2 mil km de Moscou.

  

QUEM É O GRUPO WAGNER, QUE TRAIU PUTIN E TENTA GOLPE DE ESTADO


Via Telegram, o Grupo Wagner anunciou, na manhã deste sábado, que "a guerra civil começou oficialmente" na Rússia, após anunciar a tomada de instalações militares na cidade de Rostov-do-Don, onde está o quartel-general da ofensiva militar do Exército Russo contra a Ucrânia.

 

Em pronunciamento à nação, Putin classificou a ação do Grupo Wagner como "traição" e de dar uma "facada nas costas" do povo russo, prometendo punição.

 

No entanto, o grupo de mercenários, fundado pelo oligarca russo Yevgeny Prigozhin, tem laços históricos dentro da Rússia e com o próprio Putin e tenta agora um golpe de Estado.

 

O Wagner é um grupo mercenário privado que foi criado por Prigozhin em 2014, reunindo principalmente ex-soldados de elite do Exército Russo. O agrupamento foi usado, na ocasião, pelas Forças Militares russas na tomada da região da Crimeia, na região sul da Ucrânia, localidade que ainda segue em disputa no conflito atual.

 

Em 2022, Prigozhin, que é chamado de "chef de Putin", por ser dono de empresas que fornecem refeições ao Kremlin, foi chamado novamente pelo governo russo para usar suas tropas privadas para reforçar a linha de frente na guerra da Ucrânia, especialmente na luta contra grupos neonazistas na região de Donbass.

 

A intensidade das batalhas fez com que Prigozhin passasse a recrutar novos paramilitares, principalmente em prisões russas, além de civis dispostos a irem para o campo de batalha.

 

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Atualmente, estima-se que o Grupo Wagner tenha cerca de 50 mil combatentes. Além disso, o agrupamento teve a estrutura reforçada pelo próprio Exército russo com armamento pesado. 

 

Fonte:Revista Fórum

 

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