NOTÍCIAS
Esportes
Como a Argentina teve o melhor resultado de sua história em La Paz
Foto: REUTERS

Angel Di Maria puxou para si o protagonismo com duas assistências e ótima atuação.

O maior desafio de enfrentar bolivianos no quase 4.000m de altitude de La Paz é evitar as acelerações propostas pelo time da casa. Com a bola nos pés e a cadência do jogo nas mãos, a qualidade quase sempre maior dos visitantes aparece. E foi exatamente isso que desequilibrou as coisas a favor da Argentina. Muito consciente do que fazer em campo, poderia ter construído um placar maior que 3x0.

 

Com o fôlego administrado, impedindo chegadas constantes dos bolivianos na intermediária ofensiva e evitando finalizações de média distância, os argentinos viram Mac Allister, Rodrigo De Paul e Enzo Fernández tomarem conta do duelo. A Albicelestejá havia vencido outras quatro vezes a Bolívia fora de casa, todas por 2x1, mas jamais com tanta imposição e tranquilidade.

 

Veja também

 

Em meio a disputa, Padilha diz que Fazenda e Esporte cuidarão das apostas esportivas

Flanelinha na infância, vendedor de joias, revelação do Fluminense: as histórias de vida dos três banidos do futebol

 

ESCALAÇÕES

 

O técnico Gustavo Costas fez três mexidas no time boliviano. José Sagredo, Ursino e Ábrego - autor do gol contra o Brasil - ganharam espaço. A linha de cinco na defesa foi mantida, mas Marcelo Moreno ganhou companhia no ataque. Já Lionel Scaloni fez duas modificações. Messi não atuou e Di Maria se tornou titular. Outra mexida foi a entrada de Julián Álvarez no lugar de Lautaro Martinez.

 

O JOGO

 

Desde os primeiros minutos foi possível perceber a dificuldade dos bolivianos para colocar em prática o tipo de jogo que queriam. Tentavam fazer ligações diretas para Marcelo Moreno aparar e Ábrego acelerar, mas erravam tecnicamente e os argentinos ficavam com a bola.

 

Para completar o problema dos donos da casa, não havia um bom tempo de combate ao trio de meio argentino. Mac Allister, mais recuado como no 2º tempo contra o Equador, De Paul e Enzo Fernandez ditavam o ritmo dos ataques. Esbanjavam técnica e capacidade de organização diante de um esburacado meio-campo rival.

 

Restava aos bolivianos apelar para as faltas. Foram seis em menos de 20 minutos. Dois cartões amarelos e um vermelho antes do intervalo. Já perdiam por um gol quando Roberto Fernandez foi expulso, e acabaram levando o segundo na reta final da 1ª etapa. Enzo Fernández e Tagliafico completaram para as redes passes geniais do maestro da vez Di Maria.

 

Julián Álvarez também foi importante para a construção do resultado. Se mexeu e pressionou a saída adversária como se jogasse ao nível do mar. Cristian Romero e Otamendi esbanjaram segurança na defesa.

 

Já do outro lado, impressionou a limitação técnica do zagueiro Jusino. Foi um dos sacados no intervalo. Ursino foi o outro. Com as entradas de Héctor Cuéllar e Haquin, Gustavo Costas remontou sua equipe num 4-4-1. Apenas Marcelo Moreno na frente. Arrrascaita e Ábrego pelos lados da linha de meio-campo.

 

Não causou efeito nenhum competitivo aos bolivianos, que seguiram na roda de passes que a Argentina fazia. Os campões mundiais se apresentaram em ritmo de treino na 2ª etapa. Não sentiram o desgaste físico natural dos jogos na altitude, e a primeira substituição de Lionel Scaloni foi feita apenas aos 30 minutos.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram

 

O meia Palácios, um dos que vieram do banco argentino, deu a assistência para Nico González fechar o placar ao bater na saída do goleiro Viscarra. Mais um revés contundente para aquela que é a seleção boliviana mais frágil dos últimos anos.

 

Fonte: GE

LEIA MAIS
Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.