Como liderança de Thiago Silva pode ser trunfo para o Fluminense na temporada
O jogador que mais usou a faixa de capitão da seleção brasileira em Copas do Mundo, com 12 jogos, e o único a portar a braçadeira pela amarelinha em três edições de mundiais (2014, 2018 e 2022). Esse é o tamanho de Thiago Silva, reforço do Fluminense apresentado no sábado para mais de 55 mil pessoas em pleno Maracanã, um recorde no futebol nacional. Independentemente se será escolhido por Fernando Diniz para o papel de capitão do tricolor, é certo que o camisa 3 chega às Laranjeiras com um status de referência técnica e de liderança que pode ser fundamental para a equipe ao longo da temporada.
Foi esse o cenário no PSG e, principalmente, no Milan e Chelsea, clubes onde Thiago é considerado ídolo. Apesar de ser estigmatizado no Brasil como um jogador de psicológico frágil pelo choro nas quartas de final da Copa de 2014, o zagueiro é valorizado entre jogadores, técnicos e dirigentes do futebol mundial por ser um líder que agrega, aos elencos em que está inserido, a experiência que adquiriu nos 20 anos de carreira, seja em momentos de alta ou baixa.
— O capitão é sempre uma referência importante para todos os times, ainda mais quando consegue ser um líder positivo. E o Thiago é. Ele consegue também ser um líder técnico e expressar essa liderança. São pontos fundamentais para um capitão ganhar respeito com o grupo. Por isso, foi capitão da seleção, do PSG e do Chelsea — analisa o ex-zagueiro Juan, que foi capitão da seleção brasileira e hoje atua como gerente técnico na comissão de Dorival Júnior, ao GLOBO. — Todo time em que ele joga ganha muito com a presença dele em termos de liderança, e acredito que vai ser assim no Fluminense também.
Veja também

Brasil sofre, mas bate México em amistoso antes da Copa América
Internacional bate Delfín e garante vaga nos playoffs da Sul-Americana
O histórico de Thiago Silva mostra, aliás, que seu impacto pode ir além da própria equipe. Na Inglaterra, o zagueiro fez questão de ligar para João Pedro, atacante revelado pelo Flu e atualmente no Brighton — time que foi adversário do Chelsea na Premier League —, para aconselhá-lo em relação a cuidados extracampo.
— O que ele fez por mim, eu não esperava. Me ligou numa tarde e disse: “Acho que você deveria trabalhar com meu doutor”. Falei: “Se você, capitão da seleção, me liga quando poderia estar fazendo qualquer outra coisa e diz que acha que eu devo trabalhar com seu doutor, você acha que eu vou negar?”. Ele joga até essa idade, então, se eu começar agora, talvez não sofra tanto lá na frente — contou o atacante ao Charla Podcast.
Aos 39 anos, Thiago atribui a carreira longeva aos cuidados que tem com o corpo. Em Londres, o zagueiro usava aparelhos fisiológicos de alto nível para acelerar a recuperação após as partidas. Os equipamentos devem vir para o Brasil com o experiente defensor.
— Tenho praticamente uma fisioterapia em casa. Os jovens gastam dinheiro com coisas inúteis. E quando é para você, para o teu corpo, para a tua profissão, você acha que está jogando dinheiro fora? Não, é o contrário — disse à ESPN.
CARREIRA VITORIOSA
Além do legado em relação ao autocuidado, o Fluminense ganha, em Thiago Silva, mais um atleta acostumado aos grandes momentos nos principais estágios do futebol mundial, assim como foi com Marcelo. Entre os principais títulos da carreira do zagueiro está a Liga dos Campeões vencida com o Chelsea em 2021.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
— Quando pensamos em qualquer processo coletivo, você precisa de líderes. Se não tiver lideranças, o processo simplesmente não vai para frente. No futebol, há jogadores que têm credibilidade, as pessoas olham e os respeitam por tudo o que já conquistaram. Esse alguém é visto (pelos outros atletas) como espelho, puxa para cima, serve como elo. Ter uma pessoa assim na sua equipe tem um valor intangível, não tem como mensurar — explica Raphael Zaremba, professor de Psicologia do Esporte na PUC-Rio.
Fonte: Extra