Equipe entrou por engano em Vigário Geral, uma das cinco comunidades que formam o conjunto de favelas localizado na Zona Norte do Rio
O Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio, é alvo de uma operação da Polícia Militar pelo segundo dia consecutivo, nesta terça-feira. A ação acontece no dia seguinte ao ataque contra uma equipe da Força Nacional de Segurança, que entrou por engano em Vigário Geral — uma das cinco comunidades que compõem o conjunto de favelas, junto a Cidade Alta, Parada de Lucas, Cinco Bocas e Pica-pau — nesta segunda-feira. Na ocasião, um agente ficou ferido de raspão na cabeça — ele segue internado no Hospital estadual Getúlio Vargas em estado estável — e outro sofreu lesões causadas por estilhaços de vidro.
De acordo com a PM, a ação desta terça mobiliza equipes do 16º BPM (Olaria), que têm o apoio do Comando de Operações Especiais (COE), do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do Batalhão de Ações com Cães (BAC) e do Grupamento Aeromóvel (GAM). O objetivo, de acordo com a corporação, é prender bandidos envolvidos em uma guerra por territórios e também retirar barricadas das ruas.
O Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) e o Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) fazem um policiamento preventivo na Avenida Brasil — que fechou por duas vezes na operação realizada nesta segunda-feira, durante tiroteios — e seus acessos.Por causa da operação, os centros municipais de saúde José Breves dos Santos e Iraci Lopes suspenderam as atividades externas, como as visitas domiciliares.
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O Complexo de Israel, dominado pela facção Terceiro Comando Puro (TCP), vem travando uma guerra com traficantes do Morro do Quitungo, em Brás de Pina, controlado pelo Comando Vermelho (CV), há meses. Moradores relatam que, no último final de semana, os confrontos foram intensos no Quitungo durante investidas do bando rival.
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O ataque contra a equipe da Força Nacional ocorreu na noite de segunda. Os agentes estavam numa viatura, entraram por engano na Rua Doutor Adauto, que dá acesso a Vigário Geral, e foram alvos de traficantes. Eles pediram apoio à Polícia Rodoviária Federal (PRF), que os socorreu.O agente atingido por estilhaços é de Tocantins. Já o que foi baleado de raspão é da Paraíba.
Fonte: Extra