Paul Keating, que comandou a Austrália entre 1991 e 1996, criticou acordo de seu país com EUA e Reino Unido para aumentar poderio militar do Ocidente na região da Ásia-Pacífico.
A compra pela Austrália de submarinos de propulsão nuclear dos Estados Unidos para fazer frente à China é desnecessária e pode ter consequências fatais, afirmou nesta quarta-feira (15) o ex-primeiro-ministro australiano Paul Keating. O acordo também revoltou parte dos australianos.
No domingo (12), Estados Unidos, Austrália e Reino Unido anunciaram uma parceria para aumentar a presença militar do Ocidente na região da Ásia-Pacífico - que engloba parte do Sudeste Asiático, da Ásia, do sul da Ásia e da Oceania. A intenção é fazer frente à expansão militar recente da China.
Keating, que comandou a Austrália entre 1991 e 1996, criticou a parceria, que chamou de desnecessária.
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"A história vai julgar este projeto no fim, mas quero meu nome claramente registrado entre aqueles que dizem que é um grande erro", afirmou Keating em um comunicado.
Pela parceria, a Austrália comprará cinco submarinos de propulsão nuclear dos EUA, além de desenvolver um plano de 30 anos para construir sua própria frota desses veículos.
No comunicado, Keating acusou o atual governo australiano de seguir os Estados Unidos e os Reino Unido "sem pensar". Ele argumentou ainda não haver provas de que a China seja uma ameaça militar concreta.
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Foto: Reprodução
"Qual seria o sentido de a China querer ocupar Sydney e Melbourne? Militarmente?", questionou. "A pergunta é tão idiota que nem sequer merece uma resposta".
Keating afirmou que a Austrália está em uma "viagem perigosa e desnecessária" a pedido dos Estados Unidos, o que pode ter "consequências fatais" caso o país entre em conflitos. O plano também revoltou parte dos australianos, que alegaram gastos desnecessários para o país.
O governo não havia respondido aos comentários de Keating até a última atualização desta notícia.
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Embora a Austrália tenha descartado o uso de armas atômicas, seu plano de submarinos representa um novo cenário no confronto com a China, que busca fortalecer sua frota naval.
Fonte: G1