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Comunidades da bacia do Rio Negro pedem socorro às autoridades para conter o avanço de facções, incendiários, grilagem de terras da união e de propriedades pequenos produtores nativos
Foto: Reprodução

Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Moradores da mesorregião manauara do Rio Negro reiteraram na terça-feira (4/06), pedido de intervenção da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AM) em territórios ocupados, ilegalmente, por supostas facções e grileiros de terras acusados de ameaçar e hostilizar ribeirinhos que se negariam a abandonar suas propriedades.

 

Sob pressão da criminalidade, ao menos cinco anos, moradores das comunidades da Bacia do Negro são expulsos de sítios, chácaras e locais de plantações ao longo das praias da Lua e Tupé. As apropriações ilegais, segundo dirigentes de associações de agricultores filiadas à Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (FETAGRI-AM), “são feitas por bandidos fortemente armados”.

 

Dos anos 2019-24 as invasões mais que dobraram naquela parte da Grande Manaus. O número de propriedades de nativos e agricultores incendiadas, também, cresceu ao longo desse período. Além de ataques às famílias que resistem a vender e abandonar suas moradias cujos produtos são vendidos nos mercados do centro da Zona Oeste de Manaus.

 

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“Aqui, todos os dias, a violência atribuída à criminalidade oriunda da Capital Manaus, com homens fortemente armados, chega de voadeiras (lanchas rápidas) e Jet-Sky pilotados por supostos agentes do Ibama, IPAAM e fiscais do ICMBIO. Além de falsos policiais civis e militares usando coletes à prova de bala que nos ameaçam e intimidam”, afirma parte do quadro de dirigentes de associações das comunidades das praias da Lua e do Tupé.

 

Sobre a presença de criminosos ao longo das comunidades que formam a Bacia do Rio negro e do entorno do Tarumã-Açú e Mirim (das marinas e do bairro Cidade das Luzes), parte desses grupos são apenados que usam tornozeleiras eletrônicas do regime semiaberto, afirmam advogados parentes de moradores impactados com as ações dos criminosos em ações rápidas de furtos, assaltos à mão armada e as sessões de incêndios das propriedades dos moradores.

 

Ainda sobre essa situação, as vítimas dos criminosos, em 2023, as denúncias foram retomadas e a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), o CIOP da Polícia Militar (190) e da Policia Civil pelo DISK-DENÚNCIA 181, os moradores conseguiram mandado de busca e apreensão contra uma falsa advogada e promoter de bailes Funk. Ela responde à Justiça por invasão de área de Marinha, obstrução do cesso de alunos e moradores à escola, ao posto de saúde e aos portos de atracações de barcos e canoas (Veja vídeo).

 

“E o pior é que o Oficial de Justiça tem dado com burros n’água, pois, durante os dias úteis, tem recebido a informação de que a acusada se encontra em lugar incerto e não sabido, mas, é vista promovendo festas de arromba em flutuantes e na casa de festa de sua propriedade, nos finais de semana”, denunciam moradores do antigo Ramal Abelha

 

ADIADA INSPEÇÃO

 

Apesar de confirmada para o próximo dia 19 deste mês, a visita do Defensor Público Carlos Almeida (Núcleo de Atendimento Ao Cidadão localizado à Rua 24 de Maio, no centro da Capital Manaus), segundo o assistente Vinícius “não vai mais acontecer e a inspeção teria sido adiada por tempo indeterminado.

 

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Anteriormente, o defensor em vídeo às comunidades, confirmou que “irei às comunidades para conhecer o modo de vida que levam, os seus usos, costumes e a cadeia de produção”. Segundo moradores, “Vinicius esteve na região, mas, pecou em não envolver os habitantes afetados pela criminalidade e pelos grupos de vândalos que atuam nas comunidades sem situação de risco de vida”.

 

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