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CondoConta, o ?banco dos condomínios?, recebe aporte de R$ 72 milhões para crescer
Foto: Reprodução

CondoConta

A CondoConta, que se apresenta como um banco digital exclusivamente voltado a condomínios, recebeu um investimento de R$ 72,3 milhões do tipo Série A, ou a primeira relevante na trajetória de uma startup madura. O aporte — anunciado apenas um mês após a firma de Florianópolis descolar um cheque de R$ 30 milhões junto à EXT Capital — será usado para aprimorar a integração tecnológica com administradoras prediais, sua principal alavanca de crescimento hoje.

 

Entre os investidores que assinam o cheque está a SYN Proptech, dona de imóveis e de shoppings como o Metropolitano Barra e que tem a Cyrela de Elie Horn como controladora. No ano passado, a SYN já havia comprado 10% da CondoConta por US$ 4,46 milhões. Também entraram na rodada as gestoras Igah Ventures, Redpoint eVentures (primeira investidora do negócio), Terracotta e Endeavor Scale-Up.

 

A CondoConta não informa em quanto foi avaliada com o novo aporte. A rodada aconteceu meses atrás — antes portanto do investimento da EXT Capital —, mas só está sendo anunciado agora por razões contratuais com os sócios, disse a companhia. Mesmo assim, o cheque mostra que algumas startups têm conseguido contornar a “seca” do investimento em startups no paíspor causa dos juros altos.

 

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A startup foi fundada em 2020 por Rodrigo Della Rocca e outros empreendedores com experiência no ramo da administração de condomínios. A premissa era “bancarizar” um filão que, embora movimente bilhões por ano, ainda enfrenta dificuldades para abrir conta em banco tradicional e acessar crédito.

 

— Ficou claro para nós que esse “player” sempre ficou à margem do sistema financeiro. Os bancos nunca souberam como tratar um CNPJ que não é empresa, que tem síndico, mas não tem sócio — disse Della Rocca, CEO da CondoConta.

 

O produto começou com uma conta digital e, aos poucos, agregou produtos de crédito. As primeiras modalidades foram destinadas ao financiamento de portaria remota e instalação de placas solares. Mas o principal produto, respondendo por 90% das receitas do negócio, é a chamada Receita Garantida: a fintech deposita na conta do condomínio todos os recursos previstos no mês, independentemente da quantidade de calotes dos condôminos.


Em troca, a fintech cobra uma taxa de acordo com o nível de inadimplência que atinge o condomínio. Na média, a taxa da CondoConta fica em 5%, diz o CEO.

 

— Quando há inadimplência, o síndico fica em uma difícil situação de cobrar seu vizinho e muitas vezes não tem dinheiro para pagar nem mesmo os funcionários e o material de limpeza. Nosso produto resolve isso — defende Della Rocca.

 

A CondoConta diz já ser usada por mais de 3 mil condomínios no Brasil e por 505 administradoras. Desde a fundação, segundo a fintech, R$ 650 milhões já passaram por sua plataforma, sendo R$ 150 milhões em crédito. Sua previsão é atingir um total acumulado de R$ 1 bilhão em movimentações e depósitos em 2024.

 

A CondoConta não tem licença bancária junto ao Banco Central. Ela viabiliza sua concessão de crédito por meio de um fundo de direitos creditórios (FIDC) de R$ 50 milhões, ancorado pela gestora Galápagos. Três financeiras estão plugadas a esse FIDC, e é por meio das Cédulas de Crédito Bancário (CCB) desses parceiros que o crédito da fintech chega aos condomínios.

 

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— Mas estamos no meio de uma negociação de compra de um player regulado, uma financeira. Porque a gente acaba deixando muito dinheiro na mesa usando intermediários. Até o primeiro trimestre do ano que vem esse negócio deve sair — adianta o co-fundador. 

 

Fonte: O Globo

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