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Confira como está a confiança de empresários do comércio e serviços com a economia
Foto: Reprodução

Sondagens do FGV Ibre divulgadas hoje apontam direções distintas para os dois setores

O indicador que mede a confiança de empresários do comércio com a economia subiu em agosto, eliminando parte do tombo que sofreu em julho. Ao mesmo tempo, a confiança dos representantes do setor de serviços se reduziu após cinco meses seguidos de alta.

 

É o que mostram dados das sondagens do FGV Ibre com os dois setores divulgados nesta quarta. Os índices de confiança são calculados a partir de 732 entrevistas com empresas do comércio e 1.512 entrevistas com o setor de serviços.

 

Em ambos os casos, os índices estão abaixo da barreira neutra dos 100 pontos - acima é considerado que os empresários estão mais otimistas; abaixo, que estão mais pessimistas.

 

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Confira como se comportaram os dois indicadores:

 

COMÉRCIO

 

No caso do índice de confiança do comércio houve alta de 2,2 pontos, a 93,8 pontos. Como apontou Rodolpho Tobler, economista do FGV Ibre, a melhora veio das perspectivas das empresas com o futuro, e não com o presente.

 

- A alta da confiança do comércio em agosto foi motivada por uma melhora das perspectivas dos empresários em relação aos próximos meses - disse. - O resultado sugere cautela observando demanda ainda fraca no momento, mas o ambiente macroeconômico de desaceleração da inflação, perspectivas de redução na taxa de juros e as medidas para redução do endividamento devem contribuir para melhorar a atividade do setor nos próximos meses.

 

Para ele, a recuperação sustentada do mercado de trabalho é fundamental para que o ambiente econômico realmente melhore para o setor nos próximos meses.

 

SERVIÇOS

 

Já para os serviços o indicador de confiança, que estava em alta há cinco meses seguidos, recuou 0,6 pontos em agosto, a 97,4 pontos, em um movimento atribuído pelo especialista do FGV Ibre como uma acomodação por causa da demanda menor.


Segundo Tobler, o índice mostra uma desaceleração da tendência de crescimento que o setor vinha apresentando desde março.

 

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- Por mais que o ambiente macroeconômico tenha dado sinais mais favoráveis recentemente, o ano de 2023 ainda deve ser desafiador, e era esperado que a recuperação do setor perdesse um pouco da força, apesar da resiliência. A manutenção desse cenário depende da continuidade de notícias positivas no campo econômico - avaliou o especialista. 

 

Fonte: O Globo

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