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Conflito entre Venezuela e Guiana não pode ocorrer no Brasil
Foto: Reprodução

Ministro da Defesa mostrou preocupação de que o território brasileiro seja usado em uma escalada das tensões pela região de Essequibo

O ministro da Defesa, José Múcio, disse, nesta segunda-feira (11/12), que o Brasil não permitirá o uso de seu território para o conflito entre a Venezuela e a Guiana, em meio a tensões sobre a região de Essequibo.

 

“Não podemos permitir que um país agrida o outro nos usando, nossos caminhos. Tenho muita certeza de que isso vai ser resolvido na melhor mesa de batalha que existe, o melhor campo de batalha: a negociação”, afirmou Múcio, em almoço.

 

“Nosso papel da Defesa é prevenir a integridade das nossas fronteiras. Isso foi cuidado, as fronteiras reforçadas e não vamos servir de instrumento para um conflito”, ressaltou.

 

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O ministro acredita que a questão será resolvida pela diplomacia e disse haver uma reunião sobre o assunto agendada para esta semana. A princípio, a Defesa não precisará estar presente no encontro.

 

“Estamos na retaguarda e, se Deus quiser, não vai ser necessário. É muita gente interessada em evitar um conflito. Um conflito desse tamanho não interessa a ninguém”, falou.

 

Na avaliação de Múcio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “é uma peça fundamental” para desescalar a desavença e tem mobilizado o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o ex-ministro Celso Amorim para avançar nas conversas pela paz.

 

Lula havia manifestado interesse em utilizar o território brasileiro para sediar reuniões entre Venezuela e Guiana em busca de acalmar os ânimos e chegar a uma conclusão pacífica.

 

No sábado, o chefe do Executivo recebeu uma ligação do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, para tratar da Guiana. Segundo o Planalto, o mandatário brasileiro avisou que medidas unilaterais poderiam piorar as tensões.

 

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Mais tarde, Maduro indicou mudança de postura e falou que a Guiana teria de “sentar e conversar” sobre Essequibo com o governo dele, após um plebiscito mostrar a maioria dos venezuelanos a favor da anexação.

 

Fonte: Metropóles

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