Ação é em resposta a exercícios dos Estados Unidos e aliados
A Coreia de Norte realizou teste do seu "sistema de armas nucleares subaquáticas", em resposta a exercícios realizados esta semana pelos Estados Unidos (EUA), a Coreia do Sul e o Japão. Pyongyang alertou nesta sexta-feira (19) para as "consequências catastróficas", caso se mantenha a "histeria imprudente" dos inimigos.
Em comunicado com o título “Nunca vamos tolerar a histeria imprudente do confronto militar”, o Ministério da Defesa Nacional da Coreia do Norte diz que “os EUA, o Japão e a República da Coreia estão intensificando os exercícios militares de provocação desde o início do ano”.
“Durante três dias, a partir de 15 de janeiro, foram realizados novamente exercícios marítimos conjuntos nas águas ao largo da ilha de Jeju, com a participação do porta-aviões nuclear americano Carl Vinson e do navio de guerra Aegis Princeton, assim como navios da "Força de Autodefesa" marítima japonesa e da Marinha da República da Coreia”, afirma o comunicado, divulgado pela agência de notícias KCNA. Segundo a imprensa estatal, o drone subaquático testado pela Coreia do Norte ao largo da costa oriental tem capacidade para transportar uma arma nuclear.
Veja também

Paquistão convoca reunião de emergência do conselho de segurança em meio a crise com o Irã
Forças de Israel anunciam morte de líder da Jihad Islâmica em Gaza
Em resposta, a Coreia do Norte conduziu “importante teste do seu sistema de armas nucleares submarinas Haeil-5-23, em desenvolvimento no Mar Oriental da Coreia”.
“A postura de combate subaquático do nosso Exército com armas nucleares está sendo aperfeiçoada e as suas várias ações de resposta marítima e subaquática vão continuar a dissuadir as manobras militares hostis das marinhas dos EUA e dos seus aliados”, acrescenta o ministério.
Até o momento não foram, no entanto, obtidas provas da realização dos testes. A Coreia do Sul já afirmou anteriormente que as descrições da vizinha do Norte sobre a capacidade dos seus drones eram exageradas.
CONSEQUÊNCIAS CATASTRÓFICAS
No nota, o regime de Kim Jong-un condena veementemente Washington e os seus apoiadores pelos “atos imprudentes de ameaça grave à segurança da Coreia do Norte desde o início do ano” e adverte-os “severamente para as consequências catastróficas que daí resultarão”.
“As Forças Armadas da República Popular Democrática da Coreia vão causar o horror nos seus corações por meio do exercício responsável, rápido e corajoso da sua capacidade de dissuasão e vão defender firmemente a segurança do Estado e a paz regional com grande força, nunca tolerando a histeria imprudente de confronto militar dos inimigos”.
Os EUA, a Coreia do Sul e o Japão disseram ter realizado mais exercícios no ano passado como resposta às crescentes ações militares da Coreia do Norte, que incluem múltiplos testes dos seus mísseis balísticos nucleares e lançamentos de novas armas.
GUERRA
Esta não foi a primeira vez que a Coreia do Norte anunciou testes com o sistema Haeil-5-23. Agora, porém, os exercícios coincidem com a intensificação das ações militares de Pyongyang.
No domingo, o norte da península disse ter lançado novo míssil balístico de alcance intermediário com combustível sólido. A ação ocorreu após exercícios com armas de fogo na fronteira marítima com a Coreia do Sul, na primeira semana de janeiro.
Kim Jong-un tem repetido que o seu regime aposta no arsenal militar para se preparar para uma guerra que pode "eclodir a qualquer momento" na península coreana.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram
No início do ano, o líder norte-coreano acenou com algumas mudanças na posição do seu regime quanto à Coreia do Sul e, no início desta semana, declarou o fim do antigo objetivo de reunificação das duas Coreias, considerando Seul o "inimigo principal" de Pyongyang.
Fonte: Agência Brasil