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Corinthians estreia na Libertadores com o melhor placar e o pior dos fantasmas
Foto: Reprodução

Possível desfalque de Renato Augusto tem potencial para comprometer temporada do Timão, que fez primeiro tempo ruim diante do Liverpool, no Uruguai, mas soube encontrar soluções

O Corinthians não apenas venceu fora de casa na estreia na Conmebol Libertadores como também foi o único time a construir uma vantagem de três gols de diferença na primeira rodada. Mesmo com as devidas ressalvas à qualidade técnica do Liverpool-URU, a importância do triunfo não pode ser desmerecida.

 

Líder do grupo, o Timão pode até pensar em já encaminhar a classificação antecipadamente se conseguir vencer os dois próximos jogos, ambos em casa, diante de Argentinos Juniors e Independiente Del Valle.

 

Mesmo assim, o torcedor alvinegro que foi dormir totalmente despreocupado na última quinta-feira está mal informado ou alheio à realidade do time. O possível desfalque de Renato Augusto, que voltou a sentir dores no joelho direito, é a pior dos fantasmas que a equipe poderia enfrentar e tem potencial de comprometer a temporada do Corinthians a depender da gravidade da lesão.

 

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Nas quartas de final do Paulista, a equipe teve uma pequena amostra do que representa a ausência do camisa 8. Se vencer o Ituano sem o maestro da equipe já foi difícil, imagina o que será disputar Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores?

 

Há duas semanas, o presidente corintiano, Duilio Monteiro Alves, falava da dificuldade de encontrar um jogador com as características de Renato Augusto no mercado e chegou a pedir sugestões aos jornalistas. A janela para chegadas de atletas do exterior já está fechada e só reabrirá em julho.

 

É preciso aguardar a realização de mais exames médicos em Renato Augusto, que deixou o Estádio Centenário com discurso otimista, dizendo que "não foi nada muito grave". Sem condições de prever o futuro, vamos analisar o que aconteceu no passado, mais especificamente nessa quinta-feira.

 

MEIA HORA DE BAGUNÇA

 

Após quase três semanas sem jogos, o Corinthians voltou a campo com mudanças na escalação, mas sem novidades na forma de atuar. Balbuena entrou no lugar de Bruno Méndez, suspenso, e Fausto Vera ganhou a titularidade de Adson.

 

Quando a equipe tinha a bola, o argentino se posicionava na direita, e Giuliano ficava mais centralizado, com liberdade para se mover. Já na hora de se defender, Fausto ia para dentro, ao lado de Roni, e Giuliano fechava o corredor.

 

A engrenagem funcionou bem nos dez primeiros minutos de jogo, mas logo foi desfeita. Com a lesão de Renato Augusto, Fernando Lázaro optou pela entrada de Maycon, e o Corinthians se desorganizou.

 

Minutos após a troca, o técnico alvinegro também mexeu no posicionamento dos atletas. Roni foi para a esquerda e passou a jogar mais adiantado, com Maycon ficando de primeiro volante.

 

O Timão passou a cometer muitos erros técnicos e oferecer espaços para o Liverpool, que ficava pouco com a bola, mas conseguia chegar com perigo. Cássio e o travessão impediram gols uruguaios durante mais ou menos meia hora de muita bagunça.

 

O primeiro chute válido do Corinthians na partida foi sair somente aos 39 minutos, com Fausto Vera, de fora da área. O argentino, aliás, foi um dos destaques da equipe, com interceptações, passes e aproximações com outros atletas.

 

O empate sem gols já estava de bom tamanho pelo que o time brasileiro apresentou na primeira etapa, mas aos 45 minutos Fagner cobrou escanteio na cabeça de Balbuena, que abriu o placar.

 

CORREÇÃO DE ROTA

 

Apesar da vantagem, Lázaro não fechou o olho para os problemas e fez um ajuste certeiro no intervalo. Roni deu lugar a Cantillo, que entrou como primeiro volante, voltando a soltar Maycon.

 

Além da entrada do colombiano, o segundo gol logo no começo da etapa final ajudou a dar tranquilidade para o Corinthians, que passou a controlar o jogo e sofrer menos sustos.

 

Lázaro aproveitou para descansar alguns jogadores e dar ritmo a outros. Um deles foi Paulinho, que entrou quase como atacante e teve bom desempenho. O mesmo não pode ser dito de Romero, que teve pouco tempo em campo, mas segue devendo em seu retorno ao clube.

 

Com o coletivo mais ajustado, as individualidades puderam brilhar. Fagner, líder de assistências (5) no ano, e Róger Guedes, artilheiro da equipe (10) na temporada, merecem destaque.

 

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Embora tenha tido oscilações no desempenho, o Corinthians mereceu a vitória e volta para o Brasil com um grande resultado... do tamanho da preocupação quanto a possível perda de Renato Augusto.

 

Fonte: GE

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