Cadáveres achados em Darfur supostamente pertencem a pessoas mortas por grupo paramilitares sudaneses e seus aliados em meio à conflito que começou em abril
Os corpos de pelo menos 87 pessoas foram encontrados em uma cova comum em Darfur, informou a ONU nesta quinta-feira. Os restos mortais supostamente pertencem a pessoas mortas por grupo paramilitares sudaneses e seus aliados durante o conflito que começou em abril, piorando uma já dramática situação humanitária no país do nordeste africano.
Segundo "informações confiáveis" obtidas pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, algumas das vítimas pertenciam ao grupo étnico masalit. Os corpos foram derrubados na cova rasa de aproximadamente um metro, descoberta nos arredores da cidade de El Geneina, em Darfur Ocidental.
Desde 15 de abril, o conflito no Sudão opõe o Exército, comandado pelo general Abdel Fatah al Burhan, aos paramilitares das Forças de Apoio Rápido (FAR), comandadas pelo general Mohamed Hamdan Daglo. Os militares que eram aliados agora lutam pelo poder.
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Segundo as Nações Unidas, os paramilitares obrigaram a população local a enterrar os corpos na cova coletiva.
O Alto Comissário para os Direitos Humanos, Volker Turk, condenou veementemente "o assassinato de civis e pessoas que não participam dos combates" e declarou-se "consternado" com a falta de respeito aos mortos, suas famílias e comunidades.
— Deve acontecer uma investigação imediata, completa e independente sobre os assassinatos, e os responsáveis devem responder por isso — disse Turk.
Segundo a ONU, entre os mortos estão "muitas vítimas da violência que eclodiu após o assassinato do governador de Darfur do Oeste, Khamis Abakar, em 14 de junho, pouco depois de sua prisão pelas FAR".
Após a violência, muitos corpos foram deixados nas ruas por vários dias e testemunhas disseram ao Alto Comissariado que não foi permitido levar os feridos para hospitais. Algumas pessoas morreram por falta de atendimento.
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Fonte: O Globo