Coronel aparece em mensagens pressionando o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro para um golpe contra o resultado da eleição
A CPI do 8 de janeiro aprovou nesta terça-feira um requerimento para convocar o coronel Jean Lawand Júnior, que aparece em trocas de mensagens com Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, em uma trama que indica o planejamento de um golpe contra o resultado da eleição presidencial.
Lawand, que era subchefe do Estado Maior do Exército, a poucos dias antes do fim do mandato de Bolsonaro, aparece incentivando Mauro Cid a apoiar um plano golpista para impedir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de tomar posse.
Os diálogos contam com frases como "convença o 01 a salvar esse país", "o presidente vai ser preso" e "Cidão, pelo amor de Deus, cara. Ele dê a ordem, que o povo está com ele, cara". Após as mensagens virem à tona, o Exército afirmou que se tratam de "opiniões pessoais" que não representam o pensamento da Força.
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O pedido não estava na pauta prevista para hoje, mas foi incluído pelo presidente da CPI, deputado Arthur Maia (União-BA), após apelos da base do governo. Parlamentares governistas apresentaram o requerimento na semana passada, logo após a revista Veja revelar o teor das mensagens.
– Eu e vários deputados e senadores solicitamos e antes das 48 horas regimentais – disse o deputado Rogério Correa (PT-MG) ao GLOBO na segunda-feira.
Do outro lado, após uma resistência da base do governo sobre convocar Marco Edson Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de Lula, na CPI mista do 8 de Janeiro no Congresso, parlamentares governistas cederam a pressão e corroboram para que o general seja ouvido no colegiado.
O requerimento de convocação de GDias foi aprovado de forma simbólica na comissão e a data para sua oitiva ainda não foi marcada.
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Fonte: O Globo