Divulgação/Governo de São Paulo
Balanço divulgado pelo governo de São Paulo aponta que o Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas, que completa um ano este mês, realizou 28,8 mil atendimentos no pronto atendimento. Desses, 16 mil receberam cuidados e 11,5 mil foram encaminhados para tratamento de dependência química.
De acordo com uma triagem feita com as pessoas que chegam à porta de entrada do hub, no centro da capital, mais de 84% vivem em situação de rua. Além disso, os frequentadores das cenas abertas de uso, como os chamados “fluxos” da Cracolândia, representam 63%. Desses, 11% afirmam terem passado dez anos ou mais por essas áreas.
Entre os pacientes, 73% frequentavam a região central no momento em que procuraram ajuda. Um deles foi Robson Gonçalves de Mello, de 50 anos.
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Em junho do ano passado, após passar por consulta e acolhimento, ele foi encaminhado à Unidade Recomeço Helvetia URH. Desde então, vive na moradia assistida no local e voltou a trabalhar.
“Estava entregue ao uso de crack no dia que vim para o hub, durante uma madrugada. Fui bem acolhido e comecei minha caminhada. A atenção que recebi aqui, não tive em outro lugar. Me sinto privilegiado e estou confiante em continuar nesse processo”, relata.
O balanço de um ano de hub também trouxe outros detalhes do perfil de atendimento. A média de idade dos pacientes é de 37 anos e 91% deles são homens.
COCAÍNA E CRACK
Em relação ao consumo de drogas, o levantamento mostrou que destacam-se a cocaína (78,5%), o crack (77,5%) e a maconha (81,3%).
Além das três drogas citadas, 38% dos pacientes entrevistados no hub relataram uso dos canabinóides sintéticos, conhecidos como drogas K, cujo consumo pode causar efeitos mais graves. Enquanto mais de 14% dos usuários de drogas K afirmaram sofrer de alucinações ou delírios, apenas 0,5% dos demais pacientes relataram o sintoma.
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Outro dado que se destaca é o de consumo de álcool: 85% afirmaram beber regularmente e 79% têm indicação de alcoolismo.
Fonte: Metropóles