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Crença de vó: dormir com o cabelo molhado faz gripar? Saiba a verdade!
Foto: Reprodução

A coluna conversou com a otorrinolaringologista Stefany Prata e o pneumologista Ricardo Siufi para saber o que a ciência diz sobre a crença

Muitos ensinamentos são passados de geração em geração, a exemplo de receitas caseiras para tratar diversos sintomas, conselhos para a vida no geral e até mesmo superstições. Quem nunca usou a frase: “Como dizia a minha amada avó…”?

 

Sim, as matriarcas têm a voz da sabedoria, mas no que diz respeito à saúde em geral, é sempre bom consultar um médico para saber o que a ciência fala a respeito de algumas crenças difundidas há anos.

 

Pensando nisso, a coluna Claudia Meireles levanta a questão: será que dormir de cabelo molhado, realmente, faz gripar? Ou esse é um mito passado de geração em geração que já foi desmentido pelos especialistas?

 

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De acordo com a otorrinolaringologista Stefany Prata, quando se fala em gripes e resfriados, trata-se de quadros infecciosos causados por vírus que são adquiridos, principalmente, através do contato com pessoas doentes, por meio de espirros, tosses ou até de fala. “Ou seja, apesar do que nossa avó nos orienta, dormir com o cabelo molhado não causa gripe”, responde a médica.

 

Embora não haja essa relação direta, contudo, a profissional ressalta que a prática, principalmente associada a um ambiente mais frio — seja devido ao ar-condicionado ou ao clima de cidades mais frias —, provoca um resfriamento da temperatura corporal. Nessas situações, o sistema imune do individuo pode trabalhar de forma “mais preguiçosa”, tornando-o mais suscetível a infecções respiratórias.

 

Duas crianças deitadas com toalha após o banho - Metrópoles

 

A concepção do pneumologista Ricardo Siufi vai de encontro à resposta da otorrinolaringologista. Para ele, a ideia difundida há anos por várias gerações, provavelmente, originou-se da percepção comum de que a exposição ao frio pode levar ao desenvolvimento de doenças respiratórias. “As nossas avós observavam que, muitas vezes, pessoas que ficavam expostas ao frio ou que se molhavam, especialmente durante a noite, acabavam adoecendo”, pontua.

 

“Essa correlação, ainda que não seja uma relação de causa e efeito direta, fez com que a prática de evitar dormir com o cabelo molhado fosse passada de geração em geração como uma forma de prevenir doenças”, reitera o médico.

 

Segundo o profissional, o resfriado comum pode ser causado por diversos tipos de vírus, incluindo os rinovírus, coronavírus e adenovírus. Já a gripe é propiciada especificamente pelo vírus influenza. Além da transmissão por gotículas respiratórias, conforme Stefany Prata também elucidou, os vírus podem ser propagados por meio do contato com superfícies contaminadas seguido pelo toque no rosto.

 

Jovem mulher com toalha na cabeça sentada em cama com o laptop aberto no colo - Metrópoles

Fotos: Reprodução

 

Bom, já sabemos que, apesar de não ter relação direta com a gripe e o resfriado, dormir com o cabelo molhado não é hábito recomendado. Além disso, a prática pode vir com outras consequências, especificamente para a saúde do cabelo e do couro cabeludo.Stefany Prata explica que, ao fazer isso, gera-se um ambiente perfeito, ou seja, úmido e quente, para a proliferação de micro-organismos como fungos e bactérias. Para Ricardo Siufi, isso pode levar a problemas como dermatite seborreica, caspa e outras infecções fúngicas.

 

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A médica conta, também, que os fios úmidos são mais frágeis, o que pode resultar em mais quebras e danos ao cabelo durante o movimento no sono. O pneumologista acrescenta, ainda, que a umidade constante na região pode causar irritação no couro cabeludo e até mesmo danificar a estrutura do cabelo.

 

Fonte: Extra

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