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Cubanos vão às urnas para renovar a Assembleia Nacional
Foto: Reprodução

Eleição acontece durante a pior crise econômica do país em três décadas. Cubanos não são obrigados a votar.

Os cubanos votam neste domingo (26) pela renovação do parlamento nacional por cinco anos, em uma votação sem surpresas, na qual se apresentam 470 candidatos a deputados para ocupar o mesmo número de cadeiras, e com o abstencionismo como único inimigo a ser derrotado.

 

Oito milhões de cubanos maiores de 16 anos são convocados para votar nos 470 candidatos a deputados - 263 mulheres e 207 homens - para a Assembleia Nacional do Poder Popular. A maioria dos candidatos pertence ao Partido Comunista de Cuba (PCC), o único partido legal da ilha.

 

Os 23.600 locais de voto abriram às 07h00 locais (08h00 no horário de Brasília) e encerram às 18h00 (19h00 em Brasília).

 

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Em Cuba (11,1 milhões de habitantes), onde os partidos de oposição são proibidos, o voto não é obrigatório.

 

Os eleitores encontrarão duas opções na cédula: o nome de cada candidato de seu distrito ou a opção de votar "por todos", o que implica apoiar o 470.

 

O "voto por todos" é um sufrágio unificado para reafirmar o "socialismo" e a "revolução", dizem as autoridades. Mas também ajudaria os candidatos a alcançarem mais de 50% dos votos válidos no dia, requisito para serem eleitos.

 

As votações legislativas fazem parte de um processo que culminará este ano com a eleição do presidente da República, na qual poderá ser reeleito o presidente Miguel Díaz-Canel, de 62 anos, o primeiro a liderar o país depois de Fidel Castro e seu irmão Raul.

 

Entre os candidatos estão Díaz-Canel e o aposentado Raúl Castro.

 

A votação ocorre no momento em que Cuba enfrenta a pior crise econômica em três décadas, com inflação galopante, uma onda migratória sem precedentes, causada pelos efeitos da pandemia e do embargo econômico dos Estados Unidos, além de fragilidades estruturais do país.

 

A participação eleitoral caiu nos últimos anos para os níveis mais baixos desde a entrada em vigor do atual sistema eleitoral de 1976.

 

Nas eleições municipais de novembro, a abstenção foi de 68,5%, inferior à dos referendos ao Código da Família (74,12%), em setembro, e à Constituição (90,15%), em 2019.

 

Os candidatos, liderados por Díaz-Canel, realizaram uma inusitada e intensa campanha de proselitismo nas últimas semanas para ouvir as demandas da população.

 

Sem oposição autorizada, os apelos à abstenção concentraram-se nas redes sociais.

 

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"Não faça parte desta farsa. Expulse os usurpadores do poder. Não vá votar no domingo", publicou a conta no Twitter "Cuba diz não à ditadura". 

 

Fonte: G1

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