Já o percentual daqueles que acreditam na inocência do ex-presidente não mudou (39%)
Em comparação com o levantamento anterior, realizado em março, a crença na intenção de Bolsonaro oscilou negativamente e dentro da margem de erro (55%). Já o percentual daqueles que acreditam na inocência do ex-presidente não mudou (39%).
Em novembro, a Polícia Federal entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o inquérito que investigava a tentativa de golpe de Estado em 2022. Jair Bolsonaro e outras 36 pessoas foram indiciadas pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. No documento, Alexandre de Moraes destaca que os indiciados atuavam como um grupo criminoso para "desacreditar o processo eleitoral, planejar e executar o golpe de Estado e abolir o Estado Democrático de Direito".
O ex-presidente, por sua vez, diz ser inocente e vítima de perseguição política. A Polícia Federal, no entanto, discorda e há a expectativa de que Bolsonaro seja denunciado pelo Ministério Público e julgado ainda em 2025. Além disso, ele está inelegível até 2030, condenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por sua campanha contra as urnas eletrônicas. Soma-se a isso a prisão, no último sábado, de seu candidato a vice em 2022, o general da reserva e ex-ministro Walter Braga Netto, sob a acusação de tentar obstruir as investigações sobre a tentativa de golpe.
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A opinião apurada acompanha, em média, o desenho socioeconômico da aprovação do governo Lula. Segundo o instituto, os menos instruídos (59%), menor renda (60%) e nordestinos (64%) acham que Bolsonaro tentou dar um golpe. Já aqueles com curso superior (47%), maior renda (59%), moradores da região Sul (50%) e evangélicos (52%) avaliam que o ex-presidente não está envolvido na trama golpista.
PARA 68%, HOUVE RISCO DE GOLPE NO 8 DE JANEIRO
Em 8 de janeiro de 2023, centenas de pessoas insatisfeitas com a vitória de Lula, invadiram e depredaram as sedes dos três poderes em Brasília. Por isso, o instituto também perguntou aos entrevistados se o Brasil correu risco de sofrer um golpe de Estado na ocasião. Para 68% deles, houve risco de golpe. Desses, 43% acreditam que o perigo foi grande, 17%, médio, e 8%, pequeno. Descartaram a hipótese 25% dos ouvidos, e 7% disseram não saber.Acervo histórico e obras de arte sofreram prejuízos ‘incalculáveis’.
A avaliação é majoritária em todos os estratos, chegando a picos ente os mais pobres (74%), nordestinos (78%) e eleitores de Lula (89%). Acham que não não houve risco mais os homens (30%), mais ricos (34%) e quem se diz bolsonarista — ainda assim, não a maioria deste grupo, e sim 46% de seus membros.
PLANO PARA MATAR LULA, ALCKIMIN E MORAES
Em novembro, a PF deflagrou uma operação que revelou um plano de militares do Exército para matar Lula, o vice-presidente, Geraldo Alckmin (MDB), e o ministro do STF Alexandre de Moraes. O plano, batizado de Punhal Verde e Amarelo, foi traçado no fim de 2022, pouco antes de Lula e Alckmin tomarem posse. Quatro militares do Exército e um agente da PF, envolvidos com a estratégia golpista e homicida, foram presos. Quatro dos cinco presos na operação estão na lista dos indiciados na trama golpista junto com Braga Netto.
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O Datafolha também apurou como a população avalia essa trama de assassinato. Disseram estar a par desses detalhes 63% dos ouvidos, sendo que 29% deles se considerando bem informados. Por outro lado, não ouviram falar do plano 37%, com um chamativo índice de 57% entre os mais jovens (16 a 24 anos).