Ex-coach avançou sete pontos percentuais em relação aos 14% que marcava há duas semanas, enquanto atual prefeito teve variação negativa de quatro pontos e psolista oscilou um ponto para cima
Em São Paulo, a pesquisa Datafolha divulgada ontem mostra o avanço do ex-coach Pablo Marçal (PRTB), que agora empata tecnicamente na liderança com Guilherme Boulos (PSOL) e Ricardo Nunes (MDB). O candidato do PSOL tem 23% das intenções de voto, enquanto o empresário soma 21%. Já o atual prefeito é superado numericamente pela dupla e aparece com 19% das menções. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos.
Marçal também se destaca na escolha do eleitorado masculino (tem 28% das menções nesse estrato) e dos evangélicos (30%). Em ambos os núcleos, que desde 2018 têm se mostrado simpáticos ao bolsonarismo, o candidato do PRTB supera as taxas do prefeito Ricardo Nunes (de 18% e 22%, respectivamente).
Ontem houve uma troca de farpas no Instagram. Bolsonaro (PL) reforçou que não apoia Marçal. O candidato do PRTB havia comentado uma publicação de Bolsonaro: “Pra cima, capitão. Como você disse: eles vão sentir saudades de nós”. O ex-presidente respondeu estranhando a proximidade: “Nós? Um abraço”. Marçal, então, pediu a devolução de dinheiro doado.
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No entorno do ex-coach, o crescimento é atribuído à sua postura nos debates entre os candidatos, oportunidades em que Marçal se valeu da virulência e do deboche para atacar adversários e produzir cortes para viralizar nas redes sociais. A leitura de aliados é a de que o empresário colocou Nunes “contra a parede”, forçando o emedebista a mudar de estratégia e entrar em uma disputa ideológica para a qual não se preparou.
Já o prefeito, que em nota disse receber os resultados “com serenidade”, vinha até aqui apostando em destacar entregas de sua gestão e mirando sua artilharia especialmente para Boulos. O emedebista, que já foi alvo de críticas de bolsonaristas por não reagir a Marçal, espera que a presença mais constante do ex-presidente na campanha possa frear a ascensão do empresário.
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Foto: Reprodução
Não bastasse o avanço de Marçal, Nunes também viu a avaliação de sua gestão ter oscilação negativa. Os que aprovam o trabalho do prefeito passaram de 26% para 25%, enquanto os que reprovam a atuação de Nunes variaram de 22% para 25%. Outros 48% classificam a gestão do emedebista como “regular”.Os líderes da corrida eleitoral são seguidos à distância por José Luiz Datena (PSDB), com 10%; Tabata Amaral (PSB), com 8%; e Marina Helena (Novo), que tem 4%. Considerando a margem de erro, os três estão tecnicamente empatados.
Na fatia do eleitorado que ganha até dois salários mínimos por mês, Nunes e Datena variaram para baixo, enquanto Marçal e Boulos se movimentaram no sentido oposto. O ex-coach passou de 11% para 18% das intenções de voto nesse grupo, que representa cerca de um terço dos paulistanos aptos a votar. Boulos tinha 14% das menções e agora aparece também com 18%. Nunes liderava com 24% das escolhas dos mais pobres, e agora soma os mesmos 18% de seus adversários.
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Já Datena passou de 18% das menções para 15%.Estreante em eleições, o tucano teve pouco destaque nos debates e começou a campanha em marcha lenta. Datena disse que “não contesta” pesquisas. “Elas refletem a vontade do povo nesse momento. Vamos em frente e trabalhar ainda mais”, declarou, em nota.Já Tabata, que vem fazendo esforços para apresentar sua trajetória como parlamentar e se mostrar uma candidata propositiva, disse avaliar os resultados como “positivos”.
Fonte: Extra