Ex-ministro da Justiça é investigado por suposta omissão nos atos golpistas de 8 de janeiro. Defesa tem dito que ele está com a saúde psicológica comprometida; pedido de liberdade foi negado nesta sexta.
A defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres alegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele não enviou para a Polícia Federal as senhas corretas da sua nuvem de dados por "lapsos de memória".
Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, pediu explicações para Torres sobre as senhas erradas.
"Nesse cenário, tendo em vista o atual estado mental do requerente, com lapsos frequentes de memória e dificuldade cognitiva, a confirmação da validade das senhas, na hodierna conjuntura, revela-se sobremaneira dificultosa", afirmaram os advogados de Torres.
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Investigadores da Polícia Federal foram frustrados ao tentarem acessar os dados, porque as senhas fornecidas pelo ex-ministro e ex-secretário de Segurança Pública do DF não funcionaram.
A situação irritou integrantes da PF porque os advogados de Torres disseram que ele pretendia colaborar com a apuração. Na avaliação dos investigadores, isso mostra que o ex-ministro está contribuindo para ficar preso por mais tempo.
Anderson Torres está detido desde 14 de janeiro, por suspeita de omissão nos atos golpistas de 8 de janeiro. Agora, a defesa deve prestar informações sobre as senhas inválidas que ele forneceu. A suspeita da PF é que o ex-ministro tenha fornecido dados falsos ou irá alegar que acabou dando informações erradas.
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Nesta sexta-feira, o ministro Luis Roberto Barroso, do STF, rejeitou mais um pedido de liberdade apresentado pelos advogados do ex-ministro.
Fonte: G1