Professor de jiu-jitsu James foi a vítima e seu sócio Fabrícil foi o mandante do assassinato
Policiais civis da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) deflagraram a Operação Iscariotes, que resultou na prisão de quatro homens envolvidos na execução do professor de jiu-jitsu, James Nascimento Mota, de 49 anos.
A vítima foi morta com disparos de arma de fogo no dia 8 de março deste ano, na rua 5 de Setembro, bairro São Raimundo, Zona Oeste de Manaus.
Os presos foram identificados como Antônio Ricardo Gomes de Sá, 36; Carlos Inácio Ferreira de Souza, 35; Fabrício dos Santos Gonçalves, 42 ; e Kauã Lago Santos das Neves, 19 anos.
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O delegado Ricardo Cunha, titular da unidade policial especializada, destacou que essa operação é o resultado de uma investigação constante que culminou na prisão desses indivíduos considerados de alta periculosidade.
Carlos Inácio era aluno e amigo de JamesMota
“Eles são responsáveis pela morte de James, que não tinha qualquer tipo de passagem criminosa e estava chegando para dar aula em uma academia de jiu-jitsu no bairro São Raimundo, quando foi atingido por disparos de arma de fogo que acertaram sua cabeça e seu tórax”, explicou o delegado.
No momento da ação criminosa, a vítima, foi surpreendida pelo executor, que se aproximou em uma motocicleta e disparou cerca de cinco vezes. Após atingir James, o executor também efetuou um disparo contra um aluno que chegava ao local, porém não atingiu em órgãos vitais do rapaz.
A delegada Marília Campello, adjunta da DEHS, disse que as investigações revelaram que Fabrício foi o mandante do crime e confirmou que ele era sócio do professor de jiu-jitsu e dizia ser seu amigo.
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Operação Iscariotes prendeu todos os envolvidos no crime
“Fabrício, que trabalhava com ouro, devia cerca de R$ 300 mil a James. Foi verificado que Fabrício se comprometeu a pagar um valor diário de R$ 5 mil como lucro desse investimento para a vítima, algo que ele claramente não tinha como sustentar a longo prazo, pois não há qualquer negócio que possa gerar um lucro tão exorbitante em cima do montante de 300 mil reais”, relatou a delegada adjunta.
Durante as diligências foi possível identificar uma rede criminosa por trás do delito, com mandantes, intermediadores, apoiadores logísticos e o executor, os quais premeditaram o crime dias antes.
Segundo Marília Campello, é um crime que choca pela motivação e pelos envolvidos. Em depoimento, o executor relatou que recebeu R$ 5 mil como pagamento, sendo R$ 1 mil via Pix e os outros R$ 4 mil em espécie, valor prometido por Carlos Inácio e Fabrício.
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Delegados Ricardo Cunha e Marília Campello
da DEHS (Fotos: Divulgação)
Kauã Iago, o executor, não conhecia a vítima e aceitou a proposta pelo dinheiro, o que qualifica sua ação como torpe. O quarto indivíduo envolvido é Antônio Ricardo, foi o responsável por pegar a motocicleta utilizada no crime oito dias antes em uma oficina no bairro Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste, e entregá-la para outra pessoa, que por sua vez entregou ao executor.
Os policiais da DEHS conseguiram localizar as carcaças da motocicleta no bairro Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste, durante a operação de prisão dos envolvidos e busca e apreensão.
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O quarteto de criminosos responderá por homicídio qualificado por motivo torpe e meio que impossibilita a defesa da vítima. Eles passarão por audiência de custódia e ficarão à disposição da Justiça.