CPMI se aproxima do fim; para conclusão, estão previstas nove oitivas, entre elas a do ex-ajudante de Bolsonaro Osmar Crivelatti
O prazo final para o encerramento dos trabalhos da CPMI do 8 de Janeiro, que investiga os atos extremistas contra as sedes dos Três Poderes, é em 20 de novembro e a relatora da comissão, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), se prepara para apresentar o relatório em 17 de outubro.
Até lá, estão previstos novos depoimentos, quatro requerimentos já estão aprovados, mas a expetativa da relatora é conseguir deliberar pelo menos outros cinco requerimentos de pessoas que estão na “rota dos financiadores”. Uma acareação entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid também é esperada antes do fechamento dos trabalhos.
Segundo Eliziane, a construção desse cronograma, em cima dessas novas oitivas e uma possível acareação, é crucial para finalizar o relatório. “Têm vários requerimentos aprovados, alguns que apontam, por exemplo, para empresários ligados ao garimpo ilegal, e também referente a milícia digital.
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Nós temos outra indicação referente a militares, enfim, são pessoas no âmbito, de fato, voltado para a autoria intelectual, mas tanto da parte dos financiadores quanto da parte da milícia digital estarão contemplados nessas nossas indicações próximas oitivas”, afirmou a relatora.
A CPMI vai ouvir nesta terça, 19/09, o ex-coordenador administrativo da Ajudância de Ordens da Presidência da República na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Osmar Crivelatti, segundo-tenente do Exército. Ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal em agosto.
Crivellati prestou depoimento à PF no fim de agosto, sobre o esquema de venda ilegal de joias recebidas em viagens oficiais. Segundo fontes ligadas à investigação, o militar detalhou a própria participação no esquema de negociação de itens que Bolsonaro recebeu em viagens oficiais e se colocou à disposição para novos depoimentos. A defesa do ex-presidente pediu acesso à oitiva de Crivelatti.
ACAREAÇÃO

Fotos:Reprodução
Outra construção importante para fechar o relatório, segundo Eliziane, seria a acareação do ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ajudante de ordens dele Mauro Cid. Aprovar este encontro se tornou um ponto de atenção principalmente depois que Cid assinou contrato de delação premiada com a Polícia Federal.
Eliziane apresentou o requerimento com o pedido de acareação na quinta-feira,14/09. “Nós temos hoje uma delação premiada, essa delação premiada claramente trará fatos novos a essa comissão e acredito que essa contraposição entre ele Mauro Cid e o que o ex-presidente Bolsonaro fala será vital.
Na delação premiada ele apontou para três áreas, parte das vacinas, parte das joias e para a parte do golpe, que é o ponto central de investigação dessa CPMI.
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Então, eu acredito que se a gente conseguir aprovar esse requerimento de acareação será um ganho muito importante, será um avanço muito importante para o fechamento dos trabalhos dessa comissão”, avalia Eliziane.
Fonte:R7