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Depois de bombardeios em Iraque e Síria, EUA lançam ataques contra os houthis no Iêmen
Foto: Reprodução

As Forças Armadas de Estados Unidos e Reino Unido lançaram neste sábado uma nova série de ataques aéreos contra a milícia houthi no Iêmen, no que parece ser uma sequência dos bombardeios iniciados na sexta-feira contra alvos ligados ao Irã na Síria e no Iraque. As ações ocorrem como retaliação à morte de três militares americanos na Jordânia, na semana passada, em um incidente creditado a um grupo militar aliado de Teerã.

 

Em comunicado conjunto, americanos e britânicos afirmaram que foram atingidos 36 alvos dos houthis em 13 localidades dentro do Iêmen. Os alvos incluiam centros de comando e controle, unidades de armazenamento de muniçoes e mísseis e armas usadas para atacar navios que trafegam pelo Mar Vermelho.

 

Segundo o texto, as ações foram "proporcionais e necessárias" para afetar a capacidade dos houthis de realizarem ações ofensivas. Imagens publicadas em redes sociais mostram explosões na capital, Sana.

 

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A imprensa local afirma que as ações atingiram as regiões de Sana, Hajjah, Dhamar e al-Bayda, áreas controladas pelos houthis, além de posições próximas à cidade portuária de Hodeidah. A agência Reuters, citando dois integrantes do governo americano, afirma que os alvos eram "ligados ao Irã", e que as ações estão ligadas aos bombardeios realizados contra milícias pró-Teerã no Iraque e na Síria, na sexta-feira — ao todo, foram atingidos 85 alvos nos dois países.

 

O comunicado dos EUA e Reino Unido, contudo, aponta que os ataques deste sábado foram em resposta a dois incidentes contra navios mercantes no Mar Vermelho, nos dias 11 e 22 de janeiro.

 

Mais cedo, em um outro comunicado no X, o antigo Twitter, o Comando Militar Central dos EUA confirmou que foram realizados ataques "de autodefesa contra seis mísseis de cruzeiro dos houthis preparados para serem lançados contra navios no Mar Vermelho"

 

"As forças dos EUA identificaram os mísseis de cruzeiro em áreas controladas pelos houthis no Iêmen e determinaram que eles apresentavam uma ameaça iminente aos navios da Marinha dos EUA e embarcações mercantes da região. Essa ação protegerá a liberdade de navegação e fará as águas internacionais mais seguras para a Marinha dos EUA e navios mercantes", diz o comunicado.

 

Desde o início da guerra em Gaza, os houthis, milícia apoiada pelo Irã e que há mais de uma década trava uma violenta guerra civil no Iêmen, realizam ataques contra navios que passam pelo Mar Vermelho e que tenham ligação qualquer ligação com Israel. Segundo a milícia, é uma forma de apoiar a luta dos palestinos em Gaza.

 

Com as ações ameaçando uma das rotas navais mais movimentadas do planeta, os EUA formaram uma coalizão naval para incrementar a segurança na área, e desde o mês passado realizam ataques contra posições dos houthis.

 

Mesmo assim, a ofensiva, embora tenha reduzido o número de ações contra os navios, não impediu os lançamentos de mísseis, e os houthis garantem que só interromperão seus ataques quando houver um cessar-fogo em Gaza.

 

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"Nossas operações militares contra a entidade sionista continuarão até que a agressão contra Gaza termine, não importa o quanto esse sacrifício nos custe. Vamos enfrentar escalada com escalada, e a vitória virá apenas de Deus", escreveu, no X, Mohammed al-Bukhaiti, uma das lideranças políticas dos houthis. 

 

Fonte:OGlobo

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