Defensor da pauta armamentista, delegado Paulo Bilynskyj foi baleado com seis tiros pela namorada em 2020
O deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) comparou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ditador alemão Adolf Hitler, nesta terça-feira, durante uma audiência pública na Câmara dos Deputados. O parlamentar participava de sessão da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, da qual o ministro da Justiça Flávio Dino era convidado. Ao questionar o ministro sobre o recadastramento de armas, Bilynsky afirmou:
— Mao Tsé-Tung, Hilter, Stalin, Fidel Castro e Lula... Todos eles têm algo em comum: a vontade de desarmar o cidadão. Dentro desse contexto, eu pergunto à Vossa Excelência se Vossa Excelência acredita que o Estado brasileiro tem a capacidade de proteger todos os cidadãos.
Dino respondeu que a alusão "não é justa" por considerar a comparação histórica "indevida":
Veja também

Após bate-boca e troca de palavrões, Dino deixa depoimento ao coro de 'fujão'
Sobre riscos de ataques, Dino sobe o tom contra redes: Vão ser obrigadas a entender
— Em primeiro lugar, eu quero fazer um desagravo ao presidente Lula, porque realmente não é justa a alusão por duas razões: a primeira é a comparação histórica indevida em relação a certos personagens.
Bilynskyj interrompeu o ministro para reforçar que “a comparação é devida”, gerou um burburinho entre os deputados e foi repreendido pelo presidente da comissão, deputado Sanderson (PL-RS), que pediu “respeito” aos parlamentares presentes.
— É uma comparação injusta por duas razões: a primeira é pelas companhias que não têm nenhuma pertinência biográfica ou política com o presidente Lula. Em segundo lugar, porque até o presente momento não houve nenhuma apreensão de armas legais no Brasil — destacou o ministro.
Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro e defensor da pauta armamentista, o deputado compartilhou o trecho da sua pergunta ao ministro nas redes com a frase “Desarmamento é coisa de comunista”. Ao tentar relacionar a política desarmamentista do governo Lula com investidas de figuras autoritárias, Bilynskyj mencionou personagens que comandaram regimes ditatoriais ao redor do mundo, mas nem todos os citados eram comunistas. O governo nazista alemão, liderado por Adolf Hitler, era na verdade um movimento de extrema-direita.
A sessão foi suspensa pelo deputado Sanderson após uma confusão entre deputados bolsonaristas e parlamentares da base do governo. Dino foi à Câmara para prestar esclarecimentos sobre decretos relacionados a armas, falhas na segurança durante as invasões de 8 de janeiro e uma visita que fez ao Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Desde o início, a reunião foi marcada por bate-boca entre parlamentares e interrupções às falas do ministro. Após quase duas horas de participação, Dino resolveu ir embora em meio a gritaria e discussão generalizada entre os parlamentares.
VÍTIMA DE VIOLÊNCIA
Em maio de 2020, o delegado Paulo Bilynskyj foi internado em um hospital de Santo André após ser baleado pela modelo Priscila Delgado de Bairros, sua namorada à época. De acordo com a Polícia Civil, Priscila tentou matar Bilynskyj com seis tiros por ciúmes e depois cometeu suicídio. Segundo o delegado, a parceira teria se irritado na noite anterior após ver a mensagem de uma mulher, "admiradora de seu trabalho como policial".
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram
A perícia realizada pela Polícia Técnico-Científica analisou a residência e comprovou por laudos o relato do policial. O Ministério Público pediu, então, o arquivamento do caso, o que foi efetivado pela Justiça em junho de 2021.
Quem é o deputado que associa Lula a Hitler e tenta pressionar Dino sobre armas
— Revista Fórum (@revistaforum) April 11, 2023
Paulo Bilynskyj, que tem um longo histórico de militância em prol do lobby armamentista, omitiu do TSE propriedade de clube de tiro
Saiba mais: https://t.co/SAPsESD5jK pic.twitter.com/181Ag6evVc
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram
Fonte: O Globo e Revista Fórum