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Deputado do Distrito Federal aciona PGR após Nikolas Ferreira comparar homossexualidade com alcoolismo
Foto: Reprodução

Em entrevista a um podcast na semana passada, o parlamentar afirmou que homossexuais vivem uma ilusão e estão sendo usados pelo diabo

O deputado distrital Fábio Félix (PSOL-DF) acionou nesta quarta-feira a Procuradoria-Geral da República contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) falas consideradas homofóbicas que foram ditas em entrevista a um podcast cristão na semana passada. Na ocasião, Ferreira comparou a homossexualidade a outros "pecados", como o alcoolismo.

 

No programa que ocorreu no último dia 10, o deputado federal falava sobre o papel da igreja perante o "ativismo LGBT e a homossexualidade" quando entoou:

 

— Para mim o pecado da homossexualidade não é um pecado sacrossanto, não é um super pecado porque tem as suas dificuldades, sua complexidade. Eu imagino que deva ser algo muito difícil, uma pessoa ter desejo por outra pessoa (...). Porque assim, tem gente que vai passar a vida inteira desejando fumar, mas não vai fumar porque largou o fumo e tal. Então, você vai ter ali o relacionamento homossexual, onde você vai ser levado por aquele desejo que faz com que se aasta da vontade de Deus, assim como a bebida, assim como a mentira, assim como a gula, fofoca, tudo que a Bíblia condena.

 

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Em outro trecho da entrevista, ao discutir "formas de abordagem" para a comunidade LGBTQIA+, o parlamentar afirmou que a homossexualidade é uma "ilusão" e que homossexuais são usados pelo "diabo":

 

— O que tá acontecendo com você é uma é uma ilusão uma mentira sabe você tá sendo usado pelo diabo e tal. Beleza é uma maneira de você abordar a pessoa — afirmou.

 

Neste contexto, Fábio Félix apresentou a denúncia, alegando que o parlamentar proferiu "mensagens discriminatórias contra a população homoafetiva, comparou os casais homoafetivos ao vício em bebidas, gula, mentiras e, em tom messiânico, propôs uma espécie de 'cura gay'".


De acordo com o deputado distrital, Ferreira "usou de uma suposta liberdade religiosa e subterfúgios de cunho religioso para promover preconceito, exclusão e ofensa a população homoafetiva".

 

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Em trecho da representação, Félix afirma que o discurso afronta os direitos e garantias fundamentais, assim como o princípio da igualdade. Por isso, sustenta que Ferreira cometeu o crime de discriminação, não coberto pela imunidade parlamentar e solicita que ele responda perante à Justiça. 

 

Fonte: O Globo

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