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Política no Amazonas
Deputado Sinésio Campos destina emenda para fortalecer a cadeia produtiva da borracha no interior
Foto: Reprodução

Produtores de borracha do município de Pauini (distante a 923 quilômetros de Manaus) reuniram-se com o deputado Sinésio Campos (PT) na sexta-feira (13) para agradecer a emenda parlamentar que destinou R$150 mil à Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas do Município de Pauini (ATRAMP).

 

O recurso será utilizado para aquisição de um veículo para auxiliar no escoamento da produção. De acordo com o presidente da ATRAMP, Zé Roberto, são 32 famílias de seringueiros atuando no município. Em 2022, a produção de borracha foi de oito toneladas, com expectativa de dobrar esse número em 2023.

 

“Estou destinando R$ 150 mil à ATRAMP para que a gente possa alavancar cada vez mais o extrativismo no município de Pauini. Temos que lembrar que é uma atividade originária no Amazonas, em que se busca matéria-prima na natureza. Em um mundo marcado cada vez mais pela presença dos plásticos, é necessário repensar o uso da borracha, material orgânico. Quando se fala em Fundo Amazônia e na preservação da natureza, é preciso pensar também no homem da floresta, e essa é um exemplo de ação sustentável”, afirmou o deputado Sinésio Campos.

 

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A borracha extraída já possui destino certo. A Associação firmou contrato com a Michelin, uma das maiores fabricantes de pneus no mundo. Os seringueiros aproveitaram o encontro com o deputado Sinésio Campos para relatar as dificuldades que enfrentam com a cobrança de uma taxa sobre a subvenção da borracha paga pelo quilo do produto. Segundo eles, a Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), que paga a subvenção estadual a partir de uma lei, está cobrando 6%.

 

Entendo que, se é uma subvenção, porque ainda cobra 6%? Isso na base dá um impacto, pois na subvenção está divulgado que é R$ 1,75 por quilo de borracha. Como vai pagar tem um desconto para o seringueiro, se é subvenção. Acho que não é justo e tem que ser isento, tem que ser integral”, afirmou Zé Roberto.

 

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Outra questão é o valor de ICMS pago na venda da matéria-prima, que é de 12%. Os seringueiros defendem que a borracha seja isenta da cobrança do imposto, uma vez que a extração é uma atividade sustentável que garante emprego e renda para a população do interior.
 

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