Nove deputados da oposição questionaram, na terça-feira (7), junto à Controladoria-Geral da União (CGU), a indicação do ex-senador Jean Paul Prates (PT/RN) para a presidência da Petrobras. Eles argumentam que Prates tem ligações com, ao menos, duas empresas que atuam no setor de óleo, gás e petróleo. O ex-senador petista foi indicado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com o documento, Prates está vinculado às empresas Carcará Petróleo — que tem como atividade a extração de petróleo e gás natural —, e Bioconsultants Consultoria em Recursos Naturais e Meio Ambiente Ltda, especializada em recursos naturais e meio ambiente, na qual o ex-senador é sócio por meio de uma holding, a Singleton Participações Imobiliárias.
O ofício é assinado pelos deputados Deltan Dallagnol (Podemos-PR), Adriana Ventura (Novo-SP), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), Alfredo Gapar (União-AL), Alexandre Guimarães (Republicanos-TO), Luiz Lima (PL-RJ), Maurício Marcon (Podemos-RS), Joaquim Passarinho (PL-PA) e Marcel Van Hatten (Novo-RS).
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A reportagem entrou em contato com a equipe do ex-senador e ainda não obteve posicionamento em relação à denúncia. O espaço segue aberto para manifestação.
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
O conselho de administração da Petrobras aprovou, por unanimidade, em 26 de janeiro, a nomeação de Prates para presidente da companhia. Agora, o nome do indicado precisa ser validado pela assembleia-geral de acionistas.Além da presidência, Prates foi indicado para integrar o conselho de administração da Petrobras. Seu nome havia sido aprovado durante análise interna por parte dos comitês de elegibilidade e de pessoas.
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Prates era o principal cotado para assumir o comando da estatal. O parlamentar participou ainda do grupo técnico de minas e energia da equipe de transição do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Fonte:Terra