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Desembargador é suspeito de manter mulher surda, que nunca aprendeu libras, em trabalho análogo à escravidão por 37 anos
Foto: Reprodução

Sônia Maria de Jesus foi resgatada nesta semana de condições de trabalho análogas à escravidão. O caso aconteceu em Florianópolis, Santa Catarina. Libertada da casa de um desembargador, onde vivia desde a adolescência, Sônia é surda e não aprendeu a Língua Brasileira de Sinais.

 

De acordo com as investigações, ela foi escravizada por 37 anos, fazendo trabalhos domésticos para Jorge Luiz de Borba, desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, e sua esposa, Ana Cristina Gayotto de Borba.

 

Em depoimento à Justiça, o casal contou que Sônia teria sido agredida pelo pai na infância e que o espancamento seria motivo da surdez.

 

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Segundo o desembargador, Sônia tinha entre 12 e 13 anos de idade quando foi morar com ele e a esposa. O casal havia acabado de ter o primeiro filho.

 

Nas palavras do desembargador, Sônia foi morar com o casal porque "gostava de crianças". O casal teve outros três filhos. Até os 49 anos, Sônia ainda na casa de condomínio da família do desembargador. As autoridades receberam uma denúncia anônima.

 

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Em nova nota, o desembargador afirmou que "vai ingressar com o pedido judicial para reconhecimento da filiação afetiva de Sônia, garantindo-lhe todos os direitos hereditários."

 

Fonte:G1

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