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Dia do Trabalho: Lula deve falar sobre salário mínimo, geração de emprego e regulação de aplicativos
Foto: Reprodução

Governo monta estratégia de comunicação; ministro do Trabalho irá fazer pronunciamento em rede nacional

Durante a celebração do Dia do Trabalho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer apresentar um balanço das ações do seu governo direcionadas aos assalariados e aos trabalhadores informais. As falas terão como linha principal a geração de emprego e a recuperação do salário mínimo. Isso será repetido tanto por Lula, em ato em São Paulo no dia 1º de maio, quanto pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que fará pronunciamento em rede nacional nesta terça-feira, às 20h30, na véspera do feriado.

 

Sem detalhes e de forma genérica, o presidente também pretende mencionar a intenção do governo de regular plataformas de transporte de passageiros e de entregas. O tema é sensível e enfrenta e resistências para avançar no Congresso Nacional.

 

O discurso de cinco minutos de Marinho foi elaborado com dados do seu ministério, mas o tom da fala foi modulado pela Secretaria de Comunicação Social (Secom).

 

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O governo também pretende reforçar que o Brasil voltou a ser uma das dez maiores economias do mundo, além de citar a abertura de novos mercados pelo Ministério da Agricultura. A inflação controlada também será um dos pontos a ser exaltado.

 

Tanto Lula quanto Marinho devem repisar a promessa de campanha de isentar do pagamento do Imposto de Renda os brasileiros que ganham até R$ 5 mil até 2026. No ano passado, Lula anunciou em rede nacional de TV e rádio que a faixa de isenção do IR aumentará gradativamente até esse valor.

 

Agora, a ideia é relembrar a prometido, em um esforço para atingir a classe média. O estrato social apresenta resistência ao governo petista.

 

Ao se dirigir às centrais sindicais, Lula deverá fazer um afago às entidades, lembrando do tempo em que ele próprio era sindicalista. Outro ponto discutido é apontar os avanços do governo, sem fazer comparação com a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sequer citá-lo em discurso. Na segunda-feira, Marinho e Lula alinharam esses e outros detalhes da estratégia em reunião no Palácio do Planalto.

 

Lula deve sinalizar ainda que não desistiu de regulamentar o trabalho de motoristas de aplicativo. O governo tropeçou ao lançar um projeto de lei, no começo de março, sem articulação com o Congresso, o que o obrigou a retirar o pedido de urgência.

 

Sem uma estratégia de comunicação, o próprio ministro do Trabalho já reconheceu os tropeços nessa articulação. Na semana passada, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que o texto enviado pelo governo encontrará dificuldades para ser aprovado.

 

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— É uma realidade de serviços que está posta e tem o seu funcionamento adequado hoje. Se precisar ajustar alguma ponta ou outra, é uma coisa. Mas se for para retornar algumas situações de antes, principalmente com relação à organização sindical dessas empresas, eu acho que vai ser difícil aprovar no plenário da Câmara — afirmou Lira ao participar de evento da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). 

 

Fonte: O Globo 

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