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Dino diz que há 'duas ou três' linhas de investigação sobre morte de médicos e que Polícia Federal atua com setor de inteligência
Foto: Reprodução

Polícia apura se execução foi motivada por semelhança física entre o médico Perseu Ribeiro de Almeida e o miliciano Taillon de Alcântara Pereira Barbosa

O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que há "duas ou três" linhas de investigação para o triplo homicídio ocorrido nesta quinta-feira em um quiosque na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Dino comentou sobre o caso e prestou solidariedade às famílias das vítimas durante uma cerimônia em Salvador (BA).

 

Segundo o ministro da Justiça, a investigação é conduzida pela Polícia Civil do Rio com o auxílio da Polícia Federal. Ele afirmou que já conversou com o governador do Rio, Cláudio Castro.

 

– A PF está atuando desde as primeiras horas de hoje. Conversei com o governador Cláudio Castro e estabelecemos essa parceria. A Polícia Civil detém o inquérito e a Federal atua com a inteligência. Neste momento, temos a visão clara de que se tratou de uma execução. Pela própria dinâmica dos fatos fica evidenciado, e há duas ou três linhas de investigação percorridas – disse Dino.

 

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MÉDICOS MORTOS NO RJ


Ao menos três homens morreram na madrugada desta quinta-feira na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.


As vítimas estavam em um quiosque na orla, na Avenida Lúcio Costa, quando criminosos armados saíram de um carro e fizeram disparos contra o estabelecimento.


Marcos de Andrade Corsato, de 63 anos, e Perseu Ribeiro Almeida, de 33, morreram ainda no local. Diego Ralf de Souza Bomfim, de 35, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.


Outro homem, identificado como Daniel Sonnewend Proença, também foi ferido e levado para o Hospital Lourenço Jorge, também na Barra.
Diego Bomfim é irmão da da deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP).


A participação da PF, segundo o ministro, ocorre devido ao elo de um dos mortos com os parlamentares Sâmia Bomfim e Glauber Braga (PSOL). Diego Ralf Bomfim, de 35 anos, é irmão da deputada federal e cunhado de Glauber. O médico não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital Lourenço Jorge.


– O fato de haver proximidade com dois deputados federais faz com que tenhamos presença da PF, inclusive porque o presidente da Câmara Arthur Lira pediu essa parceria entre as Polícia Legislativa e Federal. Falei há pouco com nossa equipe no Rio e eles estão firmes que vão elucidar esse crime.

 

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, reforçou que a corporação também colocou à disposição da Polícia do Rio equipamentos de perícia, de imagens e outras tecnologias.

 

Na madrugada desta quinta-feira, quatro médicos foram alvos de uma tentativa de execução no quiosque da Naná 2, em frente ao Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Três foram mortos, e há um ferido (mais detalhes abaixo). Os médicos iriam participar de um congresso de ortopedista no dia seguinte. Eles estavam no quiosque, por volta de 1h, quando criminosos armados saíram de um carro e fizeram disparos contra eles. Uma câmera flagrou o momento do ataque.

 

Os médicos de São Paulo estavam no Rio para um congresso. Marcos de Andrade Corsato, de 62 anos, e Perseu Ribeiro Almeida, de 33, morreram ainda no local. Diego Ralf Bonfim, o irmão de Sâmia, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. Daniel Sonnewend Proença também foi ferido e levado para o Hospital Lourenço Jorge, também na Barra. O estado de saúde dele é estável.

 

SEMELHANÇA ENTRE MÉDICO E MILIANO

 

A semelhança física entre o médico Perseu Ribeiro de Almeida e o miliciano Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, de 26, é uma das linhas de investigação. De acordo com as polícias Civil e Federal, Perseu tem peso, altura, cabelo e barba parecidos com Taillon, e pode ter sido confundido com o criminoso quando estava com três amigos em um quiosque na orla do bairro frequentado por ele.

 

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O miliciano também costumava a frequentar o local onde foi cometido o crime. Ele saiu há poucos dias do presídio e mora a 750 metros do local do assassinato. 

 

Fonte: O Globo

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