Dino
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), seguiu integralmente voto do relator, Alexandre de Moraes, em 15 ações penais dos atos golpistas do dia 8 de janeiro. A posição de Dino deve permitir que as penas propostas por Moraes sejam aceitas pela maioria dos ministros, o que não ocorreu nos últimos meses.
Desde a aposentadoria de Rosa Weber, em setembro, os votos dos ministros nas ações do 8 de janeiro têm seguido um padrão. Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux e Gilmar Mendes seguem integralmente os votos de Moraes, nas condenações e nas penas. Isso soma cinco ministros, um a menos do que a maioria.
Cristiano Zanin concorda com Moraes nas condenações, mas diverge no cálculo da pena, sempre sugerindo alguns anos a menos. Edson Fachin tem acompanhado Zanin. O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, discorda da imputação do crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, mas concorda com as penas sugeridas nos demais.
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Já os ministros André Mendonça e Nunes Marque discordam da maioria das acusações, propondo penas bem inferiores.
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Com isso, tem sido calculado um voto médio: prevalece a pena de Zanin para o crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, e o de Moraes nos restantes. Na prática, isso resulta em penas seis meses inferiores às propostas pelo relator. As punições mais graves, por exemplo, nos primeiros julgamentos eram de 17 anos, e passaram a ser de 16 anos e meio.
Fonte: O Globo