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Dino nega perseguição a Bolsonaro: Aliados o colocam na cena do crime
Foto: Reprodução

O ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino concedeu na manhã desta terça-feira (7/02) uma entrevista ao jornalista José Luiz Datena, na rádio Bandeirantes, na qual falou sobre os episódios golpistas que marcaram o primeiro mês do governo Lula e os desafios da pasta para o período. Dino negou que esteja perseguindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como um dos mentores dos ataques perpetrados por seus apoiadores às sedes dos três poderes, em Brasília, no último 8 de janeiro.

 

“Em todo momento há aliados do ex-presidente da República colocando-o em cenas de crimes. Faço questão de frisar isso com toda clareza. Não somos nós.

 

Não são pessoas de outra posição política. São aliados, amigos e auxiliares do ex-presidente Bolsonaro que, a todo tempo, citam o nome dele. É claro que isso gera consequência jurídica”, explicou e usou o caso do ex-ministro e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, para exemplificar.

 

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Na última semana o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretou a prisão do ex-deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) por ameaças a ministros da Suprema Corte. Horas depois, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) soltou sua primeira versão do que Moraes chamou de “golpe Tabajara”, um plano no qual uma escuta clandestina seria instalada no próprio magistrado com o objetivo de colher alguma declaração que pudesse comprometer sua relatoria no inquérito dos atos antidemocráticos.

 

Na versão inicial, Silveira e Bolsonaro seriam os artífices do “plano infalível”. Na sequência, Do Val voltou atrás e ofereceu uma nova versão na qual o ex-presidente seria apenas um espectador da exposição de Silveira.

 


Na entrevista com Datena, o ministro da Justiça também comentou a estadia de Bolsonaro nos Estados Unidos. Dino explicou que em um primeiro momento não há planos de pedir a extradição de Bolsonaro mas que, caso o ex-presidente insista em não prestar esclarecimentos, o quadro pode mudar.

 

“Espero que ele volte dos EUA, até porque, se ele não voltar, aí sim pode configurar uma situação em que ele estaria fugindo de procedimentos legais. Eu não quero crer que um ex-presidente da República vá fugir de prestar esclarecimentos que são importantes”, afirmou.

 

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Jair Bolsonaro está nos Estados Unidos desde 30 de dezembro, quando viajou buscando evitar sua participação – e a consequente passagem da faixa presidencial – na cerimônia de posse do presidente Lula (PT). Desde então, uma série de processos que o envolvem começaram a andar no STF, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e na Justiça comum.

 

Fonte: Revista Fórum

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