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Diretor de escola em São Paulo é retirado do cargo após negligenciar racismo e bullying
Foto: Reprodução

Uma criança de 6 anos estava com hematomas nas virilhas, olhos e quadril e foi chamada de urubu e cabelo feio. A mãe relatou à direção, que questionou a veracidade dos fatos.

O diretor da Escola Estadual Adelina Issar Aschar, de São Paulo, perdeu o cargo no último sábado (17) após negligência perante um caso de racismo e bullying com uma aluna de 6 anos. A mãe da criança havia denunciado a situação mas a escola teria feito pouco caso.

 

Thamires Rosa, mãe da menina, percebeu hematomas na virilha, nos olhos e no quadril. Quando perguntou à filha o que tinha acontecido, descobriu que também a chamaram de “urubu”, “cabelo feio” e “feia”.

 

Preocupada com o relato da criança, Thamires entrou em contato com a escola para entender o que estava acontecendo, mas o diretor tomou atitudes que revelam despreparo: além de questionar a mãe se aqueles machucados não teriam acontecido em casa e ter sido necessário mostrar os locais lesionados, a garotinha foi exposta ao precisar passar nas salas de aula e apontar quem teria a agredido.

 

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A Secretaria da Educação de São Paulo apurou o caso e decidiu cessar o cargo de direção do responsável, que já havia sido afastado por 24 dias. A estudante foi transferida para outra escola.

 

QUAIS ATITUDES TOMAR SE O FILHO SOFRER BULLYING?


Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 40% dos adolescentes entrevistados alegaram ter sofrido alguma prática de bullying.

 

Assim como Thamires fez, ao notar algum tipo de violência acontecendo com o filho em ambiente escolar, o primeiro passo para que a resolução do caso ocorra é comunicar a escola e solicitar apoio para solucionar a situação.

 

Tanto a criança que é vítima de bullying, quanto o agressor, necessitam de atenção – questões emocionais, psicológicas, frustrações, negligência familiar e a necessidade de ajuda de um adulto são sinais que ambos os lados apresentam. Por isso, é importante que haja acolhimento da família e da instituição sobre o caso.

 

O acompanhamento psicológico e o estímulo ao convívio social saudável podem ser trabalhados nas escolas, garantindo a reversão do bullying e contribuindo para um meio escolar saudável.

 

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Ações com iniciativa por parte das instituições, como campanhas anti-bullying, conscientizam e constroem um local de ensino sobre o assunto entre as crianças, principalmente se as envolverem nas atividades.  

 

Fonte:Revista Fórum

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