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Diretor-geral da Polícia Federal defende Abin sob comando civil: 'caminho natural'
Foto: Reprodução

Em entrevista ao Estúdio i, Andrei Passos afirmou que não há lógica na vinculação entre inteligência estratégica de Estado e questões militares.

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos disse que “não há lógica” na vinculação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), responsável pela inteligência estratégica de Estado, a “qualquer questão militar”. O comentário foi feito em entrevista ao Estúdio i, na GloboNews, na segunda-feira (30).

 

Atualmente, a Abin está sob alçada do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão onde há grande número de membros das Forças Armadas lotados.

 

Para Passos, a presença de militares em uma unidade de inteligência estratégica não é a prática mais adotada em outros países, que deixam esse assessoramento de autoridades superiores a cargo de civis: “Nenhum país democrático, nenhum país estruturado no mundo tem militares fazendo a segurança do seu presidente”, afirmou. Atualmente, a segurança presidencial é feita pelo GSI.

 

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Para ele, a desmilitarização desta área no Brasil é uma correção de rota. “Talvez isso seja um caminho natural também, o Brasil se realinhando com as maiores democracias”, opinou.

 

Como publicado pelo blog, Lula planeja transferir a Agência Brasileira de Inteligência da alçada do GSI para da Casa Civil, comandada por Rui Costa. A mudança, segundo o blog apurou, faz parte de um projeto mais amplo de desmilitarização da Abin, diminuir a influência militar nas áreas ligadas à presidência. Este projeto, debatido desde a transição, ganhou força depois de 8 de janeiro.

 

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Nas últimas semanas, o governo dispensou mais de 70 militares nomeados para o GSI durante a gestão Bolsonaro. Na segunda-feira, foram nomeados 122 militares para cargos no órgão, 121 dos quais cuidarão da segurança imediata do presidente Lula.

 

Fonte: G1

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