No dia anterior, a moeda norte-americana caiu 0,66%, cotada a R$ 4,9551. Já o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira encerrou em alta de 1,31%, aos 128.263 pontos
O dólar opera em baixa nesta quarta-feira (24), em um dia de agenda econômica fraca no Brasil, mas com o otimismo tomando conta dos negócios no mundo todo.
O movimento acompanha o maior apetite por risco visto no exterior, após as autoridades chinesas sinalizarem um novo suporte à economia do gigante asiático. (entenda mais abaixo)
Investidores ainda acompanham a divulgação de resultados corporativos e monitoram dados econômicos dos Estados Unidos.
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O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta, na esteira do maior apetite por risco no exterior.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
DÓLAR
Às 14h21, o dólar caía 0,63%, cotado a R$ 4,9240. Veja mais cotações.
No dia anterior, a moeda norte-americana caiu 0,66%, cotado a R$ 4,9551. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,0020.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,57% na semana;
e ganhos de 2,11% no mês e no ano.
IBOVESPA
No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,04%, aos 128.309 pontos.
Na véspera, o índice teve alta de 1,31%, aos 128.263 pontos.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,49% na semana;
quedas de 4,41% no mês e no ano.
O QUE ESTÁ MEXENDO COM OS MERCADOS?
A China segue como o destaque do mercado financeiro nesta quarta-feira (24), após novos sinais de suporte à economia local.
O banco central chinês anunciou que vai diminuir a quantidade de dinheiro que os bancos devem manter como reservas, a chamada taxa de compulsório. Essa redução será de 0,5 ponto percentual e deve valer a partir de 5 de fevereiro, o que deve liberar quase US$ 140 bilhões (cerca de R$ 688 bilhões) para o mercado.
A notícia foi vista com bons olhos por investidores de todo o mundo, uma vez que pode significar um alívio para a segunda maior economia do mundo, que passa por um momento desafiador para o crescimento.
Ontem, agências internacionais noticiaram que o gigante asiático estuda fornecer um a apoio de quase US$ 280 bilhões para o mercado de ações nacional.
O mercado brasileiro, assim como outros emergentes, também se beneficia desse movimento porque a China é o principal parceiro comercial do país. Assim, qualquer melhora na economia chinesa pode refletir positivamente por aqui.
Além disso, o mercado também segue acompanhando balanços corporativos de grandes empresas de tecnologia.
Nos Estados Unidos, a Netflix surpreendeu com um aumento expressivo na sua base de assinantes, que veio acima das expectativas do mercado. A empresa registrou 13,1 milhões de novos assinantes no quarto trimestre de 2023, uma alta de quase 13% em relação ao ano anterior.
Com o resultado positivo, as ações da companhia operavam em alta e impulsionavam as bolsas em Wall Street, com o índice de referência S&P 500 atingindo níveis intradiários recordes pela terceira vez em menos de uma semana.
O Dow também ultrapassou a marca de 38.000 pontos pela primeira vez na segunda-feira enquanto o Nasdaq, com forte peso de tecnologia, está a cerca de 4% de ultrapassar seu recorde histórico atingido em novembro de 2021.
Já na Europa, a holandesa ASML Holding, fornecedora de serviços para a indústria de semicondutores, também superou as expectativas para o último trimestre do ano e triplicou suas encomendas trimestrais.
Novos balanços devem ser divulgados nos próximos dias, como o da montadora de carros elétricos Tesla e a empresa de tecnologia da informação IBM.
Por fim, ainda no exterior, investidores monitoram dados econômicos dos Estados Unidos, em meio a expectativas pela próxima decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que deve acontecer na semana que vem.
Nesta quarta-feira, foi divulgado o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) dos EUA. O indicador sinalizou que a atividade industrial acelerou no país em janeiro, ao passo que a inflação pareceu diminuir, com uma medida dos preços cobrados pelas empresas por seus produtos caindo para o nível mais baixo em mais de três anos e meio.
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O dado reforça a perspectiva de que a economia norte-americana continuará crescendo neste ano, ainda que em um ritmo mais moderado. Além disso, o recuo da inflação também sustenta a expectativa de que o Fed deve iniciar o ciclo de corte de juros ainda no primeiro semestre deste ano.
Fonte: G1